Pai de adolescente morto por Pedro Turra filia-se ao PL e anuncia pré-candidatura

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Créditos: Imagem/Divulgação

O engenheiro Ricardo Castanheira, de 52 anos, anunciou sua filiação ao Partido Liberal (PL) e sua pré-candidatura a deputado federal. A decisão de entrar para a vida pública ocorre três meses após a trágica morte de seu filho, Rodrigo Castanheira, de apenas 16 anos, ocorrida no Distrito Federal. O adolescente faleceu após ser brutalmente agredido pelo ex-piloto Pedro Turra, em um caso que gerou grande comoção na capital federal e motivou a busca por justiça por parte do pai da vítima.

A entrada de Ricardo Castanheira na política é um reflexo direto de sua experiência pessoal e do que ele descreve como uma “rotina de violência” no Brasil. O empresário declarou ter sido “empurrado” para a vida pública pela urgência em buscar justiça e mudar a legislação penal do país. Sua escolha pelo PL se deu pela identificação com as bandeiras conservadoras e de segurança pública defendidas pelo partido, que ressoam com seu objetivo de promover transformações no sistema judicial e de segurança.

Entre as principais propostas que Ricardo Castanheira pretende defender em sua possível atuação parlamentar estão a redução da maioridade penal, uma pauta já apoiada por figuras como o senador Flávio Bolsonaro. Ele também enfatiza a necessidade de punição efetiva para crimes violentos, especialmente aqueles cometidos contra menores, e o fim da fiança em crimes hediondos. O engenheiro defende, ainda, uma revisão rigorosa dos benefícios de progressão de pena e maior agilidade nos processos judiciais, visando garantir que criminosos violentos enfrentem consequências proporcionais aos seus atos.

Para Castanheira, sua motivação transcende a dor pessoal, transformando-se em um combate a um problema sistêmico. “O que aconteceu com o meu filho não é exceção, é rotina nesse país. E, enquanto isso for normal, isso vai continuar acontecendo”, desabafou em entrevista ao portal Metrópoles, sublinhando sua visão. Ele se descreve como um defensor da família e de um Estado menor que respeite aqueles que contribuem para a sociedade, utilizando sua própria experiência para impulsionar mudanças significativas na legislação penal brasileira.

Enquanto planeja os próximos passos de sua jornada política, Ricardo Castanheira mantém-se atento aos desdobramentos do processo judicial referente à morte de seu filho. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) já agendou para o dia 25 de maio a audiência de instrução do caso contra Pedro Turra, que permanece em prisão preventiva e responde pela acusação de homicídio doloso. Além da condenação do agressor direto, o pai da vítima expressa a expectativa de que a investigação se aprofunde para alcançar os amigos de Turra que teriam presenciado e filmado a agressão. A luta de Castanheira, como ele próprio conclui, é para que “esse tipo de violência pare de ser tratada como exceção”.

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