O senador Flávio Bolsonaro (PL) manifestou-se publicamente em 21 de junho de 2026, por meio de uma publicação na plataforma X, em resposta a questionamentos levantados pela jornalista Eliane Cantanhêde. Em sua coluna, Cantanhêde havia colocado em xeque a ausência de medidas cautelares, como busca e apreensão da Polícia Federal, contra o parlamentar no âmbito da investigação conhecida como Caso Master, que já atingiu outros políticos de destaque.
A jornalista Eliane Cantanhêde, em sua análise, apontou que a operação da Polícia Federal referente ao Caso Master havia alcançado nomes como os senadores Jaques Wagner e Ciro Nogueira. Ela, no entanto, indagou sobre a razão pela qual não foram aplicadas medidas semelhantes contra Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. O processo, que corre sob sigilo, conforme destacado pela própria jornalista, limita a compreensão pública sobre os critérios adotados para as ações policiais.
Em seu texto, Cantanhêde questionou: ‘E o também senador Flávio Bolsonaro, do PL? Essa é a pergunta que não quer calar e encontra mais dúvidas e interpretações do que respostas técnicas e jurídicas inquestionáveis’. Ela também frisou a dificuldade em obter informações claras devido ao sigilo, afirmando que ‘não se sabe sequer se a PF já fez ou não o pedido de busca contra Flávio e se esse pedido foi ou não analisado por André Mendonça. Em qualquer dos casos, vale o velho e bom ‘por quê?’’. Tal opacidade, para ela, impede a população de compreender as decisões investigativas.
A manifestação da jornalista provocou a reação imediata de Flávio Bolsonaro, que utilizou suas redes sociais para rebater as críticas. Em sua publicação, o senador defendeu que o investimento privado de R$ 61 milhões da Vorcaro no filme ‘Dark Horse’ é uma operação legal e sem contrapartida pública, comparando-o à publicidade no jornal Estadão. ‘Porque o investimento privado feito em um filme privado e sem contrapartida pública é tão legal quanto o feito em publicidade no Estadão. Não há absolutamente nada de errado’, escreveu o parlamentar, adicionando: ‘Pelo seu raciocínio, deveria haver busca e apreensão em cima dos donos do Estadão (com o que eu não concordo)’.
O senador Flávio Bolsonaro também direcionou o foco das suspeitas de irregularidades para outra vertente da investigação. Ele argumentou que ‘o Lula baiano é acusado de corrupção’, fazendo referência a Jaques Wagner. Segundo Flávio Bolsonaro, ‘por mais que você torça contra mim, possibilidade de crime só há na relação do líder do governo e fiel escudeiro de Lula com o Augusto Lima e o Master, e não no caso do filme’. Dessa forma, ele tentou desvincular seu nome das acusações ao indicar que as supostas ilegalidades estariam concentradas na atuação de outros envolvidos.
Até o momento, o Caso Master permanece sob sigilo judicial, o que impede o acesso a detalhes sobre as diligências e os critérios que fundamentam as medidas cautelares. A falta de informações públicas claras sobre os caminhos da investigação continua a alimentar o debate político e as discussões sobre a equidade e transparência na aplicação da lei, mantendo a atenção sobre as próximas fases do processo.



