Na quarta-feira (24), o príncipe Harry surpreendeu ao declarar sua permanência na família real britânica, apesar de ter renunciado a funções oficiais anos atrás. A afirmação foi feita durante uma entrevista à ITV News, concedida na Ucrânia, onde o duque de Sussex se encontrava para uma visita. Ele esclareceu sua atual posição dentro da Coroa, reiterando um compromisso que muitos consideravam encerrado após sua saída como membro sênior.
A declaração surge aproximadamente cinco anos após o anúncio de sua decisão de abrir mão de suas atribuições oficiais na monarquia, movimento que, em 8 de janeiro de 2020, culminou com sua saída e da esposa, Meghan Markle, do papel de membros sêniores da família real. Desde então, o casal reside na Califórnia, nos Estados Unidos. Recentemente, Harry chegou a mencionar em um evento na Austrália que a morte de sua mãe, a princesa Diana, teve relação com a decisão de se afastar.
Durante a entrevista na Ucrânia, o filho mais novo da princesa Diana e do rei Charles III foi diretamente questionado se ele se identificava com a descrição de “um membro não ativo da realeza”. Em resposta, Harry foi categórico, rebatendo a sugestão e enfatizando que continua exercendo funções dentro da realeza. “Eu sempre farei parte da família real”, afirmou ele, dissipando dúvidas sobre seu vínculo com a instituição monárquica.
O príncipe Harry ainda reforçou que sua visita à Ucrânia, um de seus compromissos recentes, faz parte de suas atividades oficiais. “Estou aqui trabalhando e fazendo exatamente a coisa que nasci para fazer e gosto de fazer isso”, garantiu. Ele detalhou que aprecia participar dessas viagens para “apoiar, mais do que nunca, os amigos que fiz e, com sorte, chamar atenção para questões que, por um motivo ou outro, saem das notícias”, salientando seu papel contínuo em causas humanitárias e de visibilidade.
Ao concluir, Harry aproveitou para agradecer o apoio da imprensa em dar voz a histórias importantes. “Eu entendo que o foco vai mudar para outros lugares, mas, no fim das contas, o que eu vejo, o que eu ouço e o que eu aprendo é que a grande maioria das pessoas, seja no Reino Unido ou em qualquer outro lugar do mundo, quer ver uma liderança e quer ver o fim desses conflitos”, declarou. Ele explicou que seu trabalho se concentra em contribuir para a busca por soluções e dar visibilidade a essas causas, seja “por meio da diplomacia ou de outras formas”, visando o fim dos conflitos pelo bem das gerações futuras.



