Charlize Theron esclarece comentários sobre inteligência artificial e o trabalho de Timothée Chalamet

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Créditos: Imagem/Divulgação

A atriz Charlize Theron esclareceu, nesta quarta-feira (22), em Nova York, comentários anteriores sobre a capacidade da inteligência artificial de replicar o trabalho de atores como Timothée Chalamet. A manifestação ocorreu durante a première de seu novo filme, “O Jogo do Predador”, após uma declaração prévia feita em entrevista ao The New York Times, publicada no último sábado (18), que gerou repercussão.

A polêmica teve início com uma fala de Timothée Chalamet em 24 de fevereiro, durante um encontro promovido pela Variety e pela CNN, onde o ator esteve frente a frente com o ex-colega de elenco Matthew McConaughey. Na ocasião, Chalamet expressou ceticismo sobre a relevância de algumas formas de arte. “Eu não quero trabalhar com balé, ou ópera, ou coisas do tipo em que dizem: ‘Ei, vamos manter isso vivo’, mesmo que, tipo, ninguém mais se importe com isso”, afirmou o ator, adicionando “Todo respeito às pessoas do balé e da ópera por aí. Acabei de perder 14 centavos de audiência”.

Questionada sobre a declaração de Chalamet em entrevista ao The New York Times, Charlize Theron defendeu veementemente as artes do balé e da ópera. Ela relembrou que a dança foi um dos maiores desafios mentais em papéis anteriores, classificando bailarinos como “super-heróis” por sua habilidade de se expressar “em completo silêncio”. Foi nesse contexto que ela proferiu a declaração: “Espero encontrá-lo um dia. Foi um comentário muito imprudente sobre uma forma de arte, ou melhor, duas formas de arte, que precisamos valorizar constantemente porque, sim, elas enfrentam dificuldades. Daqui a 10 anos, a IA será capaz de fazer o trabalho de Timothée, mas não será capaz de substituir uma pessoa dançando ao vivo no palco”.

No entanto, durante a première de “O Jogo do Predador”, Theron revisitou suas próprias palavras. “Honestamente, eu falei besteira. Eu não sei o que vai acontecer daqui a dez anos, ok? Ninguém sabe”, admitiu a atriz. Ela ponderou que, embora não saiba o futuro da inteligência artificial, presume que “uma performance ao vivo, com atores reais, será difícil [de replicar]”. A atriz ainda fez uma comparação, mencionando que “alguém diz: ‘Há um robô dançarino em Hong Kong’ – mas ele não é a Misty Copeland“, referindo-se a uma renomada bailarina.

A sequência de declarações de Charlize Theron e Timothée Chalamet destaca um debate contemporâneo sobre o valor das artes tradicionais e o avanço tecnológico. Enquanto Chalamet levantou questões sobre a percepção pública de certas formas de arte, Theron, mesmo após admitir ter “falado besteira”, reafirmou a insubstituibilidade da performance humana e ao vivo, um pilar fundamental da expressão artística.

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