A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou formalmente ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de autorização para a realização de uma cirurgia em seu ombro direito. O procedimento, que visa reparar o manguito rotador e lesões associadas, está previsto para ocorrer nos dias 24 ou 25 de abril de 2026, conforme indicação de médico especialista. A solicitação da defesa exige uma análise urgente, dada a natureza médica do caso.
Atualmente, Bolsonaro, de 71 anos, cumpre prisão domiciliar humanitária temporária desde 27 de março, um benefício concedido pelo ministro Alexandre de Moraes com prazo inicial de 90 dias. Essa medida foi adotada em razão das condições de saúde do ex-presidente, que havia sido condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe. Na sexta-feira anterior ao pedido, a defesa já havia informado que Jair Bolsonaro apresentava melhora e estava apto para a cirurgia no ombro.
Relatórios médicos enviados à Corte detalham que Bolsonaro demonstrou melhora clínica geral após um quadro de pneumonia bilateral. Os documentos apontam uma “boa evolução” nos quadros pulmonar e digestivo, com redução de sintomas como falta de ar, cansaço e refluxo gastroesofágico. As crises de soluço também tiveram uma resposta “satisfatória” após o ajuste da dosagem de medicamentos.
Apesar da melhora geral, o laudo ortopédico anexo ao pedido indica que o ex-presidente persiste com dores noturnas e incapacidade funcional no ombro direito. Exames físicos e de ressonância magnética confirmaram uma lesão de alto grau. O laudo ressalta que o quadro é refratário à fisioterapia e, considerando que se trata de uma lesão traumática e a melhora do estado clínico geral do paciente, ele se encontra apto para a operação. A recomendação médica é para que a cirurgia seja realizada por via artroscópica, um procedimento minimamente invasivo.
A solicitação da defesa ao STF abrange todas as etapas do tratamento, incluindo atos preparatórios, o período pré-operatório, internação, a própria realização da cirurgia, o pós-operatório e o processo de reabilitação. A rotina atual de Bolsonaro, segundo a equipe médica, envolve uma dieta rigorosa, seis sessões semanais de fisioterapia cardiorrespiratória e motora, além de tratamento contínuo para controle da pressão arterial.



