A ativista Luisa Mell utilizou suas redes sociais nesta terça-feira (7) para tecer duras críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à primeira-dama Janja. A manifestação de indignação ocorreu após a repercussão de um vídeo que mostrava o casal durante o preparo de carne de paca, o que a ativista classificou como uma “irresponsabilidade inacreditável” e uma “vergonha” para autoridades públicas.
A polêmica em torno do vídeo, que circulava intensamente nas plataformas digitais nos dias anteriores, serviu como pano de fundo para a manifestação de Luisa Mell. A atitude da ativista se insere em um contexto mais amplo de debates sobre a ética no consumo de animais silvestres e a responsabilidade de figuras públicas na promoção de determinadas práticas.
Em sua explanação, Luisa Mell argumentou que, mesmo que o animal em questão tivesse uma origem legal, a exposição pública do preparo e consumo de carne de paca incentiva diretamente o consumo de espécies silvestres. Segundo a ativista, tal atitude de personalidades como o presidente e a primeira-dama acaba por estimular a caça indiscriminada em todo o território nacional, prejudicando a fauna brasileira.
A crítica de Luisa Mell não se limitou à questão da caça. A ativista também condenou veementemente a prática de criação desses animais em cativeiro especificamente para o abate, classificando-a como “terrível”. Adicionalmente, ela considerou o consumo desse tipo de carne como “elitista”, destacando que se trata de um alimento acessível a poucas pessoas, o que agrava a percepção de privilégio na prática.
Durante seu desabafo nas redes sociais, Luisa Mell fez questão de cobrar explicações sobre a procedência da carne de paca exibida no vídeo. A ativista reforçou sua postura crítica, reiterando que sua indignação se mantém firme “independentemente de quem esteja no poder”, e que ela não “passa pano para ninguém”, sublinhando a consistência de seu ativismo em defesa dos direitos dos animais.



