Suzane von Richthofen aborda impacto do crime na vida do irmão em documentário da Netflix

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Créditos: Imagem/Divulgação

Em um documentário inédito da Netflix, a condenada Suzane von Richthofen falou publicamente sobre o impacto do assassinato de seus pais na vida de seu irmão mais novo, Andreas von Richthofen. As informações, que foram acessadas por Ullisses Campbell, do jornal O Globo, indicam que a menção ao irmão foi um dos poucos momentos em que Suzane quebrou a frieza de seu relato. Para ela, o sofrimento de Andreas, que tinha 14 anos à época do duplo homicídio, representou a “consequência mais devastadora” de todos os acontecimentos.O documentário, que tem o título provisório “Suzane vai falar” e ainda não possui data oficial de lançamento, aborda diversos aspectos da vida de Suzane. Nele, ela comenta sobre as situações que antecederam o assassinato dos pais, Manfred e Marísia von Richthofen, em 2002. A produção também detalha momentos vividos na prisão de Tremembé, sua versão sobre o duplo homicídio e a relação conturbada que mantinha com os pais, citando uma rotina familiar atravessada por conflitos e violência doméstica. É neste contexto que a fala sobre Andreas se destaca, marcando um dos pontos de maior emoção da narrativa.De acordo com o jornalista Ullisses Campbell, Suzane descreve uma cena marcante do momento em que Andreas descobriu a morte dos pais. Ela relata que ele “gritava e chorava” e admite a culpa por ter causado tamanho sofrimento, acrescentando que esse grito “ecoa até hoje” em sua mente. Antes do crime, Suzane alegou que Andreas era a pessoa mais próxima que tinha em sua vida, com quem cresceu unida, quase isolados na residência, formando “uma espécie de dupla inseparável” e um “refúgio nosso dentro de casa”. Ela também sustentou que sempre teve um “sentimento de proteção” em relação ao irmão, hoje com 37 anos, e que vê como uma contradição irreversível o fato de ter sido ela a “destruir a vida” dele. As notícias sobre a situação atual de Andreas, conforme revelado, ainda a abalam profundamente. Em 2014, durante uma entrevista para Gugu Liberato, Suzane já havia demonstrado culpa, pedindo perdão a Andreas diante das câmeras, perdão este que nunca foi concedido.Em 2016, Andreas chegou a cogitar uma reaproximação com Suzane em Angatuba, interior de São Paulo, segundo Campbell, mas desistiu no meio do caminho. Na mesma noite, ele foi encontrado em Campo Belo, na capital paulista, em estado emocional crítico. Resgatado enquanto tentava invadir uma casa, Andreas foi levado para uma clínica psiquiátrica, onde permaneceu por cerca de 20 dias, em um episódio associado ao abalo emocional provocado pela possibilidade de reencontrar a irmã. O rompimento definitivo entre os dois ocorreu por conta de disputas familiares e patrimoniais. Miguel Abdala, irmão de Marísia, convenceu Andreas a mover uma ação judicial para declarar Suzane indigna da herança dos pais, resultando em todo o patrimônio, estimado em cerca de R$ 10 milhões, ficando com o irmão.Recentemente, a situação patrimonial ganhou um novo capítulo. No início de janeiro, Miguel Abdala faleceu sem deixar testamento. Como Andreas abriu mão do patrimônio do tio, Suzane se tornou a única herdeira legal. Suzane von Richthofen foi condenada a 39 anos de prisão, pena que atualmente cumpre em regime aberto, pela morte dos pais, assassinados a pauladas por Cristian e Daniel Cravinhos.

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