O lucro operacional das operadoras de planos de saúde e administradoras de benefícios registrou um aumento expressivo de 120% em um ano, atingindo R$ 24,4 bilhões em 2025. Os dados foram divulgados nesta terça-feira, dia 17, pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão responsável pela regulamentação do setor no país. Esse montante representa um salto significativo em comparação aos R$ 11,1 bilhões apurados em 2024, consolidando um período de forte crescimento para as empresas.
O resultado alcançado em 2025 configura o maior patamar já registrado para a série histórica do setor em termos nominais, conforme apontado pela agência reguladora. Além disso, o Retorno Sobre o Patrimônio Líquido (ROE), um importante indicador que mede a capacidade de geração de lucro a partir do capital investido, alcançou 16,4%. Este índice superou os níveis observados no período pré-pandemia, evidenciando uma recuperação robusta da rentabilidade do segmento.
A sinistralidade, considerado o principal indicador do desempenho operacional do setor, também apresentou uma redução considerável no ano passado. O índice foi de 81,7%, o que representa uma queda de 2,1 pontos percentuais em relação ao valor registrado em 2024. Este patamar é o menor desde 2020, indicando que, a cada R$ 100 arrecadados pelas operadoras, R$ 81,70 foram direcionados para despesas assistenciais.
A ANS atribuiu a queda da sinistralidade principalmente à recomposição das mensalidades, que conseguiu superar a variação das despesas assistenciais. No ano passado, especificamente os planos individuais, tiveram um reajuste de até 6,06%. Em termos de balanço financeiro global, as receitas totais dos planos de saúde totalizaram R$ 391,6 bilhões em 2025, o que representa um aumento de quase 12% frente aos R$ 350,1 bilhões apurados no ano anterior. As despesas do setor, por sua vez, atingiram R$ 361 bilhões, marcando um crescimento de 8% em comparação com 2024.
As aplicações financeiras das operadoras de saúde também exerceram um papel crucial para o resultado positivo do setor, totalizando R$ 134,5 bilhões no ano passado. Este desempenho foi favorecido, de acordo com a ANS, pelo ambiente de taxas de juros elevadas. Exclusivamente entre as operadoras médico-hospitalares, que representam o principal segmento do mercado, o lucro líquido alcançou R$ 23,4 bilhões no período entre janeiro e dezembro do ano passado. A agência destacou que o desfecho financeiro favorável é resultado, entre outros fatores, de reorganizações societárias e de créditos tributários da operadora com maior lucratividade.



