O cantor Zé Felipe moveu uma ação judicial contra a influenciadora e empresária Virgínia Fonseca, sua ex-companheira. O processo, em trâmite na 6ª Vara de Família de Goiânia, busca uma auditoria sobre o patrimônio acumulado durante o casamento e pede o bloqueio imediato de R$ 100 milhões das contas de Virgínia Fonseca como medida cautelar. A iniciativa judicial parte do músico diante de supostos indícios de inconsistências ou omissões nos bens declarados pela empresária.
A principal controvérsia na disputa judicial concentra-se na WePink, uma empresa de cosméticos. Conforme informações contidas na ação, a companhia registrou um faturamento expressivo de R$ 1,4 bilhão em 2025. O casamento entre Zé Felipe e Virgínia Fonseca foi estabelecido sob o regime de comunhão parcial de bens, sem a existência de um pacto antenupcial que excluísse a participação societária. Desta forma, os ativos adquiridos ao longo da união conjugal são considerados parte do patrimônio comum do casal.
A avaliação de mercado de negócios com desempenho financeiro similar ao da WePink pode atingir até duas vezes o seu faturamento anual, o que projetaria o valor da marca em aproximadamente R$ 3 bilhões. Neste cenário, a participação de Virgínia Fonseca, que detém 33% das cotas da empresa, juntamente com outros sócios como Samara Pink, Thiago Stabile e Lucas Chaopeng, poderia chegar a cerca de R$ 1 bilhão. Com base no regime de bens do casamento, Zé Felipe pleiteia a metade do valor referente às cotas obtidas por Virgínia Fonseca durante o período da união.
Caso a estimativa da empresa seja confirmada judicialmente, o cantor poderia vir a receber aproximadamente R$ 500 milhões, especificamente relacionados à sua parcela na WePink. O pedido de bloqueio de R$ 100 milhões, por sua vez, visa garantir recursos suficientes para uma eventual compensação financeira a Zé Felipe ao término do processo. Embora não tenha atuado na administração da empresa, o cantor busca o reconhecimento judicial de seu direito à metade do valor das cotas pertencentes à ex-esposa, além de uma fatia dos lucros e dividendos que foram distribuídos ou que ainda sejam devidos desde o ano de 2021.
Como uma alternativa à demanda financeira imediata, a ação também contempla a possibilidade de um acordo extrajudicial. Esta solução poderia envolver a transferência de outros ativos, como imóveis e aeronaves, o que permitiria a Virgínia Fonseca manter o controle societário da marca WePink sem a necessidade de um desembolso de capital no curto prazo. O desfecho do processo determinará a partilha dos bens e a eventual compensação financeira, moldando o futuro patrimonial de ambos os envolvidos neste contencioso.



