Suzane von Richthofen é designada para gerir bens de tio falecido

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Créditos: Imagem/Divulgação

A Justiça nomeou Suzane von Richthofen como a gestora dos bens de seu tio, o médico Miguel Abdalla Neto. A decisão ocorreu após o falecimento do médico, encontrado morto aos 76 anos no dia 9 de janeiro. Com a determinação judicial, Suzane von Richthofen passa a ter a responsabilidade sobre a manutenção do patrimônio deixado, que é estimado em cerca de R$ 5 milhões, mas sem poder de venda ou transferência sem prévia autorização judicial.

Miguel Abdalla Neto foi encontrado sem vida em sua residência na capital paulista. Seu corpo estava em avançado estado de decomposição, descoberto por um vizinho que possuía uma chave do imóvel, após estranhar a ausência do médico. O atestado de óbito indicou causa indeterminada, levando a Polícia Civil a tratar o caso como morte suspeita. Abdalla Neto não deixou pais vivos, irmãos, filhos ou testamento, dando início à disputa pelos seus bens. Suzane von Richthofen, como parente consanguínea mais próxima, apresentou-se para a gestão do espólio.

A função de inventariante, contudo, foi disputada por Carmem Silvia Gonzales Magnani, prima do médico, que alegou ter mantido uma união estável com Miguel Abdalla Neto. Carmem afirmou ter vivido com o médico entre o final de 2011 e o início de 2015, embora em sua ação inicial pela herança tenha declarado uma união de 14 anos. A Justiça considerou o argumento de união estável prematuro para a discussão da herança naquele momento, mantendo Suzane von Richthofen na gestão dos bens até nova deliberação.

A controvérsia em torno da herança se aprofundou quando Carmem Silvia Gonzales Magnani registrou um boletim de ocorrência, acusando Suzane von Richthofen de se apropriar indevidamente de bens deixados por Abdalla Neto. Esta denúncia ocorreu cerca de duas semanas após a Polícia Civil de São Paulo iniciar uma investigação sobre um suposto furto na residência do médico, que teve início em 20 de janeiro. Entre os itens supostamente subtraídos estariam um carro Subaru prata (ano 2021), uma lavadora de roupas, um sofá, uma poltrona e uma bolsa contendo documentos e dinheiro. A acusação aponta que Suzane teria admitido a posse de bens sem autorização judicial no próprio processo de inventário. Paralelamente, Andreas von Richthofen, irmão de Suzane, também é um herdeiro, mas não se habilitou no processo até o momento.

A decisão da 1ª Vara de Família e Sucessões de Santo Amaro mantém Suzane von Richthofen como responsável pela administração dos bens de Miguel Abdalla Neto até nova determinação judicial. O despacho judicial destaca a irrelevância do histórico criminal de Suzane para a discussão atual sobre a herança, e aponta a necessidade de aguardar o julgamento de outro processo relacionado ao caso antes de qualquer mudança na gestão do espólio. Carmem Silvia Gonzales Magnani, por sua vez, afirma possuir uma declaração de união estável e pretende lutar para que o princípio da indignidade, que afastou Suzane da herança de seus pais devido ao crime cometido, seja estendido aos bens do tio. Em um contexto anterior, foi Miguel Abdalla Neto quem impediu que Suzane tivesse acesso à herança de aproximadamente R$ 10 milhões de seus pais, após o assassinato.

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