O ator Daniel Erthal, conhecido por sua participação em Malhação e atualmente atuando como vendedor ambulante, utilizou suas redes sociais para desabafar sobre a questão dos rótulos. A manifestação de Erthal ocorreu em resposta a uma recente polêmica no Big Brother Brasil 26, onde o termo “playboy” foi utilizado em um embate entre participantes. O ator, que há dois anos comercializa cervejas nas ruas de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, compartilhou sua perspectiva pessoal sobre o assunto.
A discussão que motivou o posicionamento de Daniel Erthal surgiu no Big Brother Brasil 26 após o ator Babu Santana se referir ao modelo Jonas Sulzbach como “playboy” em meio a uma desavença. Esse episódio ressoou com Erthal, que aos 43 anos, e com uma trajetória de ex-galã da televisão, enfrenta rotulagens em sua atual rotina de trabalho. Ele destacou que sua experiência como vendedor de cervejas nas ruas o coloca em uma posição onde a percepção pública nem sempre corresponde à realidade de sua vida.
Em seu vídeo, Daniel Erthal expressou sua frustração com a maneira como as pessoas o percebem devido ao seu passado e aparência. “É muito complicado, porque eu vivi isso e vivo até hoje”, afirmou ele, explicando que por ser “branco, privilegiado, ex-galã da TV Globo”, muitos acreditam que ele não teria o direito de exercer a profissão de vendedor ambulante, “como qualquer outra pessoa”. O ator enfatizou que a suposição de privilégios passados não invalida sua situação atual nem seu esforço para se sustentar diariamente.
Erthal também abordou a questão dos privilégios de forma mais ampla, pontuando que “não é demérito ser ‘playboy’”, e que cada indivíduo possui sua própria jornada. Ele compartilhou parte de sua trajetória, revelando: “Eu nasci com privilégio, meus pais me deram tudo até os 14 anos, e depois meu pai quebrou. Eu tive que me fazer sozinho, sair de casa com 17 anos, ganhar meu próprio dinheiro. Isso me fez homem, cada um tem a sua história”. O ator ainda defendeu Jonas Sulzbach, declarando: “eu sei que ele não é ‘playboy’”, e questionou a validade de rótulos baseados em características físicas ou sociais, como cor de pele e beleza, destacando a complexidade do tema e a tendência das pessoas em rotular os outros.
A reflexão de Daniel Erthal culminou na importância de respeitar as narrativas individuais e de não generalizar com base em aparências. Ele ressaltou que “a história de cada um é de cada um, e não tem nada a ver com cor, com nada”, criticando veementemente a prática de rotular as pessoas. O desabafo do ex-galã de Malhação lança luz sobre os desafios de preconceitos e julgamentos que podem afetar qualquer um, independentemente de sua origem ou trajetória profissional, evidenciando a necessidade de uma análise mais profunda das experiências pessoais.



