Disputa judicial por patentes deve encarecer serviços de streaming

Batalha por uso de codecs ameaça o valor da sua assinatura

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​A notícia não é nada animadora para os fãs de maratonas de séries. Serviços de streaming populares, como Netflix, Prime Video e Disney+, podem sofrer um novo reajuste nos valores de suas assinaturas. O motivo, desta vez, não é a inflação comum, mas uma batalha técnica e judicial envolvendo o licenciamento de codecs de vídeo.

​No centro da disputa está a InterDigital, uma gigante que detém mais de 10.000 patentes relacionadas à tecnologia de vídeo, incluindo os formatos essenciais H.264 e H.265. Esses codecs são fundamentais para comprimir e transmitir filmes e séries com qualidade na internet. No entanto, a detentora das patentes alega que as plataformas de streaming utilizam essa tecnologia sem a devida permissão ou pagamento.

​A situação já escalou para os tribunais. A Disney, por exemplo, já foi processada pela InterDigital pelo uso não autorizado desses recursos.

​Grupos ligados à indústria cinematográfica reagiram, argumentando que detentores de patentes estariam agindo de forma “inescrupulosa” ao acumular taxas sobre taxas. O alerta é claro: se as plataformas forem obrigadas a pagar essas licenças retroativas e futuras, o custo operacional vai explodir. E, como de costume, a conta final dessa briga de gigantes deve ser repassada para o consumidor, encarecendo ainda mais a fatura do cartão de crédito no fim do mês.

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