O ator Wagner Moura fez uma declaração contundente em Lisboa, Portugal, no dia 3 de julho de 2026, ao afirmar que uma possível vitória de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas eleições presidenciais seria “uma tragédia” para o Brasil. A manifestação ocorreu durante uma coletiva de imprensa realizada no Centro Cultural de Belém, onde o artista discutia seu mais recente trabalho.
A ocasião da fala foi a divulgação da peça “Um Julgamento – Depois do Inimigo do Povo”, um espetáculo dirigido por Christiane Jatahy e coassinado pelo próprio Wagner Moura, inspirada na obra “Um Inimigo do Povo”, de Henrik Ibsen. No entanto, a repercussão da declaração política acabou superando o próprio lançamento da produção teatral em território português, chamando a atenção para as preocupações do ator com o panorama nacional.
Ao ser questionado sobre suas maiores preocupações em relação ao Brasil, Wagner Moura apontou diretamente para a perspectiva de um retorno da família Bolsonaro ao poder. “Preocupa que Bolsonaro ganhe de novo essa eleição. Seria uma tragédia para o país”, declarou o ator, em uma fala que rapidamente ganhou destaque e circulou pelas redes sociais. Ele também expressou que a permanência de Flávio Bolsonaro na disputa, mesmo diante de denúncias de corrupção que o envolvem, sinaliza uma aparente perda de importância dos fatos no debate público. Segundo Moura, “Prova de que os fatos não importam mesmo é que ele, mês após mês, se envolve num caso de corrupção.”
Em sua manifestação, Wagner Moura não apenas criticou a possibilidade de retorno do bolsonarismo, mas também fez um apelo por engajamento cívico. O ator convocou a sociedade civil brasileira a se mobilizar em prol da reeleição do presidente Lula, declarando: “A gente tem que se mobilizar, todos nós, a própria sociedade civil brasileira, nos mobilizarmos para o Lula ganhar essa eleição de novo”. Além disso, ele estabeleceu um paralelo entre a corrida eleitoral brasileira e o movimento do governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, que, em sua visão, poderia atuar para fortalecer o candidato bolsonarista. “A perspectiva desses caras ganharem, sobretudo com os americanos trabalhando para que eles ganhem”, afirmou.
Diante desse cenário, Wagner Moura expressou sua expectativa de que o apoio de Donald Trump a Flávio Bolsonaro pudesse ter um efeito adverso ao pretendido. “A minha expectativa é que o apoio de Trump a Flávio Bolsonaro saia pela culatra”, concluiu o ator. As declarações em Lisboa sublinham as profundas preocupações do artista com o futuro político do Brasil, transformando um evento cultural em uma plataforma para um posicionamento político de grande alcance e impacto na discussão pública.



