Roberta Miranda desabafa sobre falta de apoio de colegas após relatar aborto

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Créditos/Reprodução Internet

A cantora Roberta Miranda, de 69 anos, desabafou sobre a falta de apoio que sentiu de colegas da música após revelar ter perdido um filho, aos cinco meses de gestação, em decorrência de uma agressão física. A artista afirmou que costumava defender outras mulheres que considerava injustiçadas, mas decidiu mudar sua postura a partir desse episódio.

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“Vocês não veem uma pessoa só defendendo Roberta Miranda. Quando eu disse que perdi o meu filho com chute na barriga aos 5 meses, não vi uma colega minha, entrar no Direct ou em algum lugar pessoalmente para falar, ‘Poxa, Roberta, sinto muito’. Isso para mim foi a maior decepção. A partir deste momento não defenderei ninguém, não vou botar a minha cara para bater. As pessoas realmente me decepcionaram”, afirmou a cantora.

Roberta explicou que ainda sofre diariamente com a perda e direcionou críticas a outras cantoras do sertanejo que considerava amigas. “Veio como uma faca me cortando ao meio. Sempre defendi as mulheres e lutei para que elas estivessem no mundo sertanejo. Daí você tem essas mulheres como amigas e conta algo que dói todos os dias, que foi ter perdido meu filho com um chute na barriga, mas não encontra uma que se diz amiga, que te respeita e diz gostar de você, se solidariza com a minha dor. A partir daquele dia, você pode se acabar aqui que eu vou ficar quieta na minha. Isso foi muito ruim para mim”, declarou.

Relato sobre abusos e agressão na juventude

No ano passado, em entrevista ao programa Fantástico, a cantora contou que foi vítima de estupro na adolescência, quando trabalhava como cantora em uma boate. Um homem conhecido do local a violentou sob a ameaça de uma arma de fogo apontada para sua cabeça.

Grávida de quase seis meses, Roberta tentou escapar de uma nova violência sexual, mas foi agredida com um chute na barriga desferido pelo pai do bebê, resultando na perda da criança.

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“Tudo aconteceu na minha família a partir dos 14 anos. Tivemos uma desavença. Meu pai era um alcoólatra e, quando não bebia, era o homem que eu mais amava. Quando bebia, era quem eu mais odiava. Me batia, me jogava para fora de casa. Não aguentava mais aquele tipo de humilhação. Fui embora sem rumo”, detalhou a cantora.

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Roberta relembrou ainda os detalhes do ataque: “Eu fui trabalhar na boate como cantora para continuar tendo um lugar, um teto. Foi onde tinha uma pessoa que se invocou comigo. Meteu o revólver na minha cabeça e me estuprou. Quando meu filho estava com cinco meses e meio, ele me queria outra vez. Dei uma cadeirada nele. ‘Agora não dá’. Tinha um ódio dele tremendo. Foi quando ele deu um chute na minha barriga e matou o meu filho.”

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