O rapper Oruam completou, nesta sexta-feira, cinco meses na condição de foragido da Justiça. O cantor está sendo procurado desde fevereiro deste ano, após violar as regras de uso da tornozeleira eletrônica, dispositivo de monitoramento judicial. A situação se agrava com novas informações apresentadas por sua defesa na tentativa de reverter a ordem de prisão expedida.
A condição de foragido de Oruam tem sido um ponto central em seu processo judicial nos últimos meses. A medida de monitoramento eletrônico, imposta anteriormente, visava garantir o cumprimento de determinações judiciais, mas a sua violação levou à emissão do mandado de prisão. Desde então, as autoridades buscam o artista para que a ordem seja cumprida.
Em uma reviravolta no caso, a defesa do artista surpreendeu o judiciário na semana passada ao apresentar graves justificativas médicas. Os advogados de Oruam solicitaram a revogação da ordem de prisão, alegando que o rapper enfrenta um quadro sério de tuberculose. As informações detalhadas pela defesa incluem sintomas preocupantes, como febre constante, tosse crônica e uma perda de peso significativa de aproximadamente cinco quilos.
O diagnóstico foi formalmente detalhado em um laudo médico, que foi anexado ao processo judicial. O documento visava sensibilizar a Justiça sobre o delicado estado de saúde do cantor e argumentar pela necessidade de tratamento adequado fora do ambiente prisional. No entanto, apesar do apelo e da gravidade das informações apresentadas, a juíza Tula Correa rejeitou o pedido de revogação da medida.
Em sua decisão, a magistrada justificou a negativa apontando que o laudo médico apresentado pela defesa não foi emitido por uma instituição oficial do estado. A juíza Tula Correa orientou que qualquer avaliação e tratamento de saúde de Oruam, caso seja capturado, devem ser realizados pela equipe médica do próprio sistema prisional, mantendo, assim, a ordem de prisão contra o rapper.



