Luana Piovani compartilha fala de Adriana Araújo sobre feminicídio de capitã em Belo Horizonte

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Créditos/Reprodução Internet

A atriz Luana Piovani utilizou sua conta pessoal do Instagram nesta quarta-feira (22) para compartilhar um vídeo da jornalista Adriana Araújo, âncora do Jornal da Band, que comentava um caso de feminicídio.

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Piovani, conhecida por se posicionar em suas redes sociais, repercutiu um trecho da reportagem sobre a morte da capitã Michele Leão Azevedo, de 41 anos. A policial militar foi levada ao Hospital Odilon Behrens, em Belo Horizonte, pelo marido, o sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos, na noite da última segunda-feira (20), por volta das 21h.

No hospital, a morte da capitã foi constatada. No entanto, os médicos consideraram as declarações do sargento inconsistentes e acionaram a Polícia Militar. Michele chegou à unidade de saúde, na Região Noroeste de Belo Horizonte, já sem sinais vitais e com múltiplas lesões pelo corpo. Os médicos relataram à polícia indícios de que a vítima havia morrido entre quatro e seis horas antes de ser levada ao hospital.

Um vídeo obtido pela investigação mostra o sargento carregando o corpo da capitã no prédio onde o casal morava e, em seguida, colocando-o no carro, na garagem. Eduardo Abner Pereira de Oliveira foi preso na segunda-feira, suspeito de matar a esposa.

Segundo apuração da Itatiaia, o sargento já havia sido denunciado por duas ex-namoradas por supostas agressões. Um dos registros foi feito em 2014, por ameaças e agressões após o fim de um relacionamento. O outro, em 2016, relatava um soco no rosto e o descumprimento de uma medida protetiva, com ameaças a familiares da mulher.

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Na noite desta terça-feira (21), Adriana Araújo, no Jornal da Band, comentou o caso, expressando indignação e pedindo vigilância aos sinais de violência.

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“Chicoteada, machucada no corpo inteiro e morta há pelo menos quatro horas, antes do companheiro simular que buscava socorro. O suspeito Eduardo Abner Pereira assume que provocou os ferimentos e tenta emplacar a versão absurda de sexo violento e consensual, como se um assassino pudesse dizer assim: ‘matei porque a vítima pediu, sou inocente'”, declarou a jornalista. “O nome disso é feminicídio. E ele só foi preso porque os médicos viram que o caso era gravíssimo e chamaram a polícia.”

Adriana Araújo concluiu: “Agora, antes de matar, o agressor deu sinais, isolou a vítima, a humilhava em público e já havia agredido Michele antes, como o síndico relatou à polícia. Todos nós temos que estar vigilantes a esses sinais, escutar o grito de vítimas como a Michele, agir antes dos feminicídios, antes que seja tarde. É por isso que a Band não se cala, ninguém pode se calar diante da barbárie.”

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