A criadora de conteúdo Bruna Tivo decidiu romper o silêncio e detalhar os momentos de constante tensão vividos durante uma viagem ao Egito na companhia da influenciadora Mariana Alves, conhecida como Malévola, e de outras amigas. Em um relato publicado após ter deixado o país africano com destino à França, onde foi resolver pendências pessoais, a brasileira afirmou que o grupo enfrentou episódios sucessivos de perseguição no território egípcio. As ocorrências antecederam a posterior detenção de integrantes da comitiva pelas autoridades locais na cidade de Alexandria.
Segundo o depoimento da influenciadora, os primeiros sinais de anormalidade surgiram logo no início da programação, quando as brasileiras compareceram ao Starlight, um festival de música eletrônica. Durante o evento, uma checagem trivial de ingressos transformou-se em uma abordagem atípica, na qual o grupo acabou parado por cerca de 15 vezes pelos encarregados do controle. Foi nessa ocasião que Tivo observou os profissionais aproximando a imagem da área inferior ao QR Code dos bilhetes, local onde constavam o nome e o sobrenome completos de cada uma das presentes.
A partir dessa conferência inicial, a situação se agravou mesmo sem que as jovens tivessem fornecido seus dados de contato ou navegado em aplicativos de relacionamento no país. Pouco tempo após o término da festa, as integrantes do grupo começaram a receber mensagens diretas de diversos homens egípcios, o que acendeu o alerta sobre o vazamento das informações pessoais contidas nos ingressos. A partir daquele momento, a percepção de vigilância e desconforto passou a acompanhar as visitantes em todos os itinerários da viagem.
Os episódios perturbadores não se limitaram ao ambiente do festival e se repetiram em pontos turísticos e estabelecimentos comerciais. Durante uma visita a um museu local, as brasileiras notaram que estavam sendo filmadas sem consentimento e chegaram a confrontar os responsáveis, exigindo a remoção imediata dos registros em vídeo. De forma semelhante, ao saírem de restaurantes, as jovens eram surpreendidas por mensagens instantâneas enviadas por homens que teciam elogios à aparência física de Tivo, evidenciando uma rotina de monitoramento constante.
A escalada de importunações atingiu um nível ainda mais grave quando as investidas virtuais e visuais se converteram em aproximações físicas diretas. Conforme o relato de Bruna Tivo, alguns homens passaram a se sentir à vontade para tocar no corpo das brasileiras sem permissão em locais públicos. A sucessão de fatos demonstrou um padrão de comportamento intrusivo enfrentado pelo grupo em praticamente todos os espaços frequentados durante a permanência no território egípcio.
Tivo já havia desembarcado em solo francês quando tomou conhecimento das detenções de Malévola e de Bruna Mercatelli em Alexandria. As duas brasileiras foram abordadas e detidas pela polícia local sob acusações de “comportamento obsceno” e supostas insinuações sexuais em vídeos gravados para as redes sociais nas ruas da cidade. Após efetuarem o pagamento de fiança, ambas obtiveram autorização para responder ao processo em liberdade e receberam permissão para retornar ao Brasil, enquanto a amiga Larissa viaja de volta ao país ao lado de Malévola.


