O jornal O Estado de S. Paulo, popularmente conhecido por sua tradição e linha editorial conservadora, publicou um duro posicionamento sobre a atual corrida ao Palácio do Planalto. Em um editorial incisivo, o veículo fez um alerta direto sobre o risco da ascensão das milícias ao mais alto escalão do poder caso o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro vença o pleito.
De acordo com a publicação do Estadão, o estopim da grave advertência foi a revelação de que uma assessora do senador negociou pessoalmente o repasse de quase R$ 200 mil em emendas parlamentares com Robson Calixto, vulgo “Peixe”. O choque vem da ficha criminal de “Peixe”: em fevereiro deste ano, ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a nove anos de prisão por envolvimento nos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. O criminoso atuava como braço direito de Domingos Brazão e Chiquinho Brazão, além de ser a ponte com a milícia que abrigava o atirador Ronnie Lessa.
Confrontado sobre o escândalo, Flávio Bolsonaro limitou-se a enviar uma nota burocrática justificando que a verba seguiu a legislação vigente, mas ignorou completamente o peso de ter ligações com um miliciano condenado. O jornal conservador não deixou barato e resgatou o longo histórico do candidato, lembrando que desde 2003 ele convive com a sombra desses grupos, chegando a discursar na Alerj a favor deles e a empregar no próprio gabinete familiares de Adriano da Nóbrega, um dos matadores mais temidos do país.
A poucos dias de os brasileiros definirem o futuro presidente, o alerta do veículo sublinha que o histórico do parlamentar está “indelevelmente marcado por vínculos estreitos” com o crime organizado carioca. As informações completas e o editorial pertencem ao jornal Estadão.




