Identidade de criança no show de Bad Bunny no Super Bowl é revelada

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Créditos: Imagem/Divulgação

Durante o show de intervalo do Super Bowl 2026, realizado neste domingo (8) no Levi’s Stadium, na Califórnia, o artista latino Bad Bunny protagonizou um momento marcante ao entregar simbolicamente seu troféu do Grammy 2026, na categoria de “Álbum do Ano”, a uma criança no palco. O gesto veio acompanhado da mensagem “Sempre acredite em si mesmo”, proferida pelo cantor.

A performance gerou rápida repercussão nas redes sociais, onde muitos especularam que o menino fosse Liam Conejo Ramos, de 5 anos, que foi detido em janeiro com seu pai, Adrian Conejo Arias, pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) no Texas. A família havia retornado a Minnesota após uma ordem judicial federal para sua libertação, e Liam, com seu gorro de coelho azul e mochila do Homem-Aranha, havia se tornado um símbolo da política de imigração do então presidente Donald Trump.

Entretanto, os rumores foram oficialmente desmentidos pela equipe de Bad Bunny. De acordo com o portal TMZ, o garoto na verdade era o ator mirim Lincoln Fox Ramadan. Fontes ligadas ao site relataram que a intenção do gesto não era política, mas sim “servir de exemplo para que as crianças sonhem alto, como se apresentar no Super Bowl”. Representantes do artista e um porta-voz da família Conejo Ramos também negaram a conexão à NPR Music.

O próprio Lincoln Fox Ramadan confirmou sua participação no show de intervalo através de seu Instagram, descrevendo o momento como sua “maior honra”. O ator mirim interpretou a versão criança de Bad Bunny, ou Benito, como era conhecido em sua infância. Em uma publicação posterior, Lincoln Fox descreveu a experiência como um “momento simbólico em que o futuro entrega um Grammy ao passado” e uma lembrança de que “sonhos se realizam”. Ele também expressou solidariedade a Liam Ramos, enviando amor e destacando que “todos nós merecemos paz e amor na América, um país construído por imigrantes trabalhadores e o lar de tantos”.

A apresentação de Bad Bunny no Super Bowl de 2026 já havia sido alvo de controvérsias desde seu anúncio em setembro do ano anterior. O artista foi duramente criticado pelo movimento MAGA (“Make America Great Again”), com Donald Trump chamando a escolha de “loucura” e afirmando que “nunca tinha ouvido falar” do cantor. Conforme a NPR Music, um assessor de Trump chegou a confirmar a presença do ICE no evento, um fato significativo, visto que Bad Bunny havia anteriormente manifestado receio de fazer turnês nos EUA por medo de incursões de agentes de imigração.

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Em sua rede social Truth Social, Donald Trump intensificou as críticas ao show de intervalo, descrevendo-o como “absolutamente terrível” e “um dos piores de TODOS os tempos!”. Ele ainda afirmou que o espetáculo era “um desrespeito à grandeza da América” e que não representava os padrões de sucesso, criatividade ou excelência do país, classificando a dança como “nojenta” e inadequada para crianças. Trump concluiu que o show era “apenas um ‘tapa na cara’ do nosso país”.

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