A TV Globo decidiu cancelar a produção de um documentário destinado ao Globoplay sobre a história da icônica revista “G Magazine”. O projeto, que estava em desenvolvimento desde 2024, foi interrompido abruptamente, e, segundo informações, a equipe envolvida sequer foi comunicada oficialmente, descobrindo o cancelamento pela imprensa.
Conforme apuração exclusiva da colunista Carla Bittencourt, a decisão teria sido motivada por uma forte censura interna. Fontes da colunista indicam que o projeto sofreu sucessivos pedidos de cortes ao longo de sua produção. A essência da revista — o nu erótico masculino — teria sido considerada “excessiva” por setores mais conservadores da empresa, mesmo tratando-se de um conteúdo para streaming.
O documentário, que contaria com a participação de nomes como Jean Wyllys e Mateus Carrieri (o primeiro famoso a posar nu para a publicação), foi sendo desfigurado por pedidos de cortes até a decisão final pelo cancelamento.
Procurada, a Globo apresentou uma versão diferente. Manuel Belmar, principal executivo do Globoplay, afirmou que o motivo para o veto foi puramente artístico. Segundo Belmar, “não se chegou a uma história interessante para contar” com o material que estava sendo produzido.
Apesar da justificativa oficial, o cancelamento reacende o debate sobre o espaço para narrativas LGBTQIA+ e a abordagem de temas considerados tabu na grande mídia, especialmente após um investimento milionário e com a produção já em estágio avançado.



