Flávio Bolsonaro culpa lula por tarifaço americano e prega união da direita

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Créditos: Imagem/Divulgação

Nesta terça-feira, o senador e pré-candidato ao Planalto Flávio Bolsonaro (PL) atribuiu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a responsabilidade pelo recente anúncio de tarifas americanas contra o Brasil. Em meio ao cenário político, o parlamentar também defendeu a união de forças da direita com os ex-governadores Ronaldo Caiado (União) e Romeu Zema (Novo), afirmando que os três compartilham a missão de “tirar o Brasil das mãos sujas do PT”. As declarações foram feitas no contexto de um comunicado dos Estados Unidos sobre a taxação de produtos brasileiros.

O anúncio das tarifas americanas segue uma investigação comercial iniciada em 2025 pelo Escritório do Representante de Comércio (USTR), que englobou mais de 60 países, incluindo o Brasil. Segundo Flávio Bolsonaro, a medida, que prevê uma taxação de 25% sobre produtos brasileiros, é uma consequência direta do “tom agressivo” do presidente Lula com os Estados Unidos, de seu “discurso anti-americano” e de sua defesa para que o dólar deixe de ser a moeda em negociações internacionais.

Em sua defesa, Flávio Bolsonaro afirmou não ter responsabilidade pela medida americana, ressaltando que a investigação começou muito antes de sua visita aos Estados Unidos. O senador anunciou ainda o envio de uma carta ao secretário de Estado Marco Rubio, pedindo a intervenção para impedir a taxação. No documento, Bolsonaro reconhece a decisão americana, mas argumenta que o “tarifaço” causaria “sérios prejuízos ao povo brasileiro”. Ele também voltou a mencionar a classificação de facções brasileiras como organizações terroristas e declarou ter feito mais pela segurança pública como pré-candidato. Em contrapartida, o presidente Lula atribuiu a responsabilidade pelas tarifas a Flávio Bolsonaro, classificando-o como “imbecil”.

A pauta da união da direita e as críticas ao governo federal foram reforçadas em participação na Megaleite, feira do setor agropecuário em Belo Horizonte, onde Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema estiveram presentes. Flávio Bolsonaro reiterou a necessidade de “resgatar o nosso país” e acusou o presidente Lula de “pensar sempre em eleição”. Por sua vez, Ronaldo Caiado criticou a política externa do governo petista, afirmando que o Itamaraty adotou uma postura ideológica, comprometendo a relação com os Estados Unidos. Romeu Zema, em vídeo, classificou a ameaça de tarifas como “inaceitável” e “protecionista”, acusando o governo Lula de falhar na diplomacia e de fazer o Brasil perder credibilidade internacional.

As declarações dos três presidenciáveis convergem na visão de que a suposta incompetência diplomática do governo Lula leva o Brasil a “correr contra o relógio” para evitar a taxação. Zema enfatizou que a perda de credibilidade e segurança jurídica do país, na visão da Casa Branca, resultará em uma conta paga pelos produtores e trabalhadores brasileiros, e não por Brasília. Embora nenhuma tarifa tenha sido imposta de imediato, a determinação americana abre um processo de consulta pública e etapas técnicas que culminarão em um prazo legal em julho, momento crucial para as relações comerciais entre os dois países, aguardando desdobramentos.

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