FLAGRA: Flávio Bolsonaro na lancha com prostitutas e lobistas fazendo churrasco enquanto o Brasil está um CAOS

Por
4 min de leitura
Flávio Bolsonaro (Foto: Instagram)

Em meio ao pico da pandemia de Covid-19 em julho de 2020, os bastidores de Brasília ferviam com negociações nebulosas. Uma reportagem exclusiva da revista Piauí revelou detalhes de um encontro de luxo no Lago Paranoá envolvendo Flávio Bolsonaro, lobistas e garotas de programa, regado a bebidas e presentes caros, no exato momento em que o Brasil contabilizava milhares de mortes diárias.

Ad image

Tudo começou quando Danilo Berndt Trento e Francisco Maximiano, representantes da Precisa Medicamentos (empresa que tentava emplacar a vacina indiana Covaxin no governo de Jair Bolsonaro), decidiram estreitar laços com o primogênito do então presidente. Para organizar o passeio, acionaram o agente de viagens Raphael Barão. A atração principal não era o cardápio, mas a presença de três acompanhantes de luxo trazidas de São Paulo.

O senador Flávio Bolsonaro chegou à lancha acompanhado do sócio e amigo Alexandre Santini. A dupla operava a famosa franquia da loja de chocolates investigada por suposta lavagem de dinheiro no esquema de Fabricio Queiroz. Enquanto Santini e Danilo Berndt Trento passavam a maior parte do tempo na proa, Flávio Bolsonaro desceu para a cabine com as convidadas. O passeio pelo lago durou algumas horas e terminou com uma surpresa: Trento retirou um relógio Rolex do próprio pulso e presenteou o senador.

- Publicidade -

O encontro luxuoso não foi um evento isolado. A reportagem da Piauí apontou que festas privativas com profissionais do sexo são frequentemente usadas como moeda de troca no lobby brasiliense, algo já explorado por figuras poderosas como o banqueiro Daniel Vorcaro. Nestas ocasiões, há um esquema rígido de segurança, com celulares e bolsas confiscados para evitar registros. Curiosamente, o jornalista Rodrigo Rangel já havia exposto que Alexandre Santini promovia encontros semelhantes para o senador, e o advogado Alan Belaciano também o presenteou com outro Rolex, avaliado em mais de 300 mil reais.

- Publicidade -

O prestígio conquistado pela Precisa Medicamentos gerou frutos práticos. Meses após o passeio de lancha, Flávio Bolsonaro abriu as portas do BNDES para Francisco Maximiano, intermediando uma reunião com o presidente do banco, Gustavo Montezano.

Durante a CPI da Pandemia, senadores como Randolfe Rodrigues e Renan Calheiros questionaram a ligação da família presidencial com o laboratório, especialmente pelo valor das doses da vacina, que destoavam do mercado. Enquanto o primeiro-ministro indiano Narendra Modi era envolvido nas tratativas pelo alto escalão do governo, o servidor Luis Ricardo Miranda e o ex-deputado Luis Miranda denunciavam as irregularidades. Na mesma CPI, Flávio Bolsonaro defendeu abertamente a diretora da Precisa, Emanuela Medrades, e minimizou as denúncias.

Além da saúde, a relação do senador com o mercado de apostas e cassinos também ganhou os holofotes. Após viagens internacionais ao lado de nomes como Ciro Nogueira, Fábio Faria e Gilson Machado Neto, e encontros com o magnata Sheldon Adelson, o gosto pelo setor continuou evidente. Recentemente, o colunista Lauro Jardim noticiou que o político frequentou um cassino em Miami na época da posse de Donald Trump, acompanhando um alto saque em dinheiro vivo feito pelo amigo e suspeito de sociedade oculta, Willer Tomaz.

Compartilhar este artigo