Documentos divulgam possíveis informações confidenciais enviadas por ex-príncipe Andrew a Jeffrey Epstein

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Créditos: Imagem/Divulgação

Novos arquivos relacionados ao criminoso sexual Jeffrey Epstein, divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, indicam que o ex-príncipe inglês Andrew Mountbatten-Windsor pode ter transmitido informações potencialmente confidenciais. Os dados teriam sido enviados ao financista americano quando o então duque de York atuava como representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional. As revelações incluem e-mails de 2010.

Em um dos e-mails, datado de 30 de novembro de 2010, e acessado pela agência AFP, Andrew Mountbatten-Windsor, utilizando uma conta de e-mail identificada como “The Duke”, enviou a Jeffrey Epstein relatórios detalhados sobre suas visitas oficiais ao Vietnã, Hong Kong, Shenzhen (China) e Singapura. A correspondência foi encaminhada ao financista americano apenas cinco minutos após o ex-príncipe recebê-la de seu assistente da época, levantando questionamentos sobre a natureza da comunicação.

Outro e-mail, de outubro de 2010, e citado pela BBC, revela que Andrew Mountbatten-Windsor também compartilhou com Epstein detalhes sobre suas próximas viagens aos mesmos destinos. O irmão do rei Charles III exerceu a função de representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional entre os anos de 2001 e 2011, período que se encerrou com sua renúncia em meio a críticas sobre seus gastos e a forma como exercia o cargo diplomático.

A relação de Andrew Mountbatten-Windsor com Jeffrey Epstein tem sido fonte de controvérsia contínua. Em outubro de 2022, o ex-príncipe foi destituído de todos os seus títulos reais por seu irmão mais velho, o rei Charles III, após novas revelações sobre sua amizade com o criminoso sexual. Além disso, ele foi “expulso” de sua residência oficial em Windsor, um dos símbolos da realeza britânica.

O ex-príncipe foi acusado de agressões sexuais por Virginia Giuffre, a principal testemunha de acusação do caso Epstein, por fatos ocorridos quando a mulher era menor de idade. Andrew Mountbatten-Windsor sempre negou veementemente essas acusações de Virginia Giuffre, que, segundo sua família, morreu por suicídio na Austrália em 25 de abril de 2025, aos 41 anos. Recentemente, novas fotos sem data, divulgadas no fim de janeiro como parte dos arquivos Epstein, voltaram a alimentar as suspeitas, mostrando o ex-príncipe ajoelhado e inclinado sobre uma jovem cujo rosto foi censurado. E-mails também vieram à tona, indicando que Epstein foi convidado ao Palácio de Buckingham para conversas em “privado”. O Palácio de Buckingham confirmou, nesta segunda-feira, que o ex-príncipe deixou sua residência no complexo real de Windsor para se mudar para uma propriedade privada do rei em Norfolk, no leste da Inglaterra. Andrew Mountbatten-Windsor não fez nenhuma declaração recente sobre os fatos.

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