Dentista envolvido na morte de influenciador fala sobre crimes e denúncias

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A investigação conduzida por Roberto Cabrini no Domingo Espetacular coloca o dentista Fernando Garbi, de 39 anos, no centro de um escândalo que chocou o país. O profissional, que concedeu entrevista ao jornalista, está sendo investigado pela morte do influenciador digital Aldair Mendes Dutra Junior, mais conhecido como Junior Dutra.

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As acusações contra Fernando Garbi se acumulam, totalizando pelo menos 12 denúncias graves que vão além do erro médico, incluindo tratamentos estéticos mal-sucedidos e as chocantes suspeitas de homicídio e, em um dos casos, alegação de estupro.

A polêmica ganhou enorme repercussão após o falecimento de Junior Dutra no dia 3 de outubro, vítima de uma infecção generalizada. O influenciador havia se submetido, em março, a um procedimento estético conhecido como “Fox Eyes” (olhos de raposa), realizado com a aplicação de fios de PDO no consultório de Garbi.

Meses antes de morrer, Junior Dutra já compartilhava publicações detalhando as complicações, como infecção, edema e hematomas. Em áudios enviados a uma amiga, o influenciador alegou que o dentista teria minimizado seus graves sintomas e falhado em fornecer a assistência médica adequada e necessária.

O caso levanta um conflito entre conselhos de saúde. Enquanto o Conselho Regional de Medicina (CRM) defende que a técnica “Fox Eyes” é invasiva e exige a execução apenas por médicos especializados em cirurgia plástica, o Conselho Regional de Odontologia (CRO) reconhece a habilitação de cirurgiões-dentistas para realizar procedimentos com fios de PDO. O CRM segue investigando a responsabilidade de uma clínica em São Paulo onde Garbi atendia e a possível participação proibida dele em procedimentos ao lado de um cirurgião plástico.

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