A Polícia Federal está investigando a possível participação do senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) como sócio oculto em uma empresa de apostas online. A apuração concentra‑se na relação do parlamentar com o advogado e empresário Willer Tomaz, apontado como operador de plataformas de jogos e alvo de suspeita de lavagem de dinheiro no setor.
Willer Tomaz tem sido investigado por autoridades por suposta prática de lavagem de capitais, e a PF passou a analisar registros financeiros que poderiam comprovar a ligação de Flávio Bolsonaro com a empresa Best Bet e com a holding Alcazar, ambas controladas por Tomaz. Entre os documentos sob escrutínio estão e‑mails e extratos bancários que sugerem que o senador teria privilégios de acesso a contas vinculadas às empresas do empresário.
Os e‑mails revelam comunicações que indicam conhecimento de movimentações internas das empresas, enquanto os registros bancários apontam para transações que poderiam caracterizar favorecimento ou participação indireta. A investigação também verifica se o senador figurava como sócio oculto, ou seja, sem registro formal, mas com benefícios econômicos decorrentes das operações das companhias.
Relatórios do Ministério da Fazenda apontam movimentações atípicas e bilionárias realizadas por Willer Tomaz em plataformas de apostas, reforçando a suspeita de que o mercado de jogos online poderia estar sendo usado como fachada para simular apostas e ocultar recursos. A PF entende que tais práticas podem servir de mecanismo para a lavagem de capitais, aproveitando a natureza digital e a alta rotatividade de valores nas apostas.
A hipótese central da investigação é que o setor de jogos virtuais estaria sendo utilizado para mascarar fluxos financeiros ilícitos, permitindo a transferência de recursos sem a devida rastreabilidade. Caso confirmada, a participação de um senador como sócio oculto poderia configurar grave violação das normas de transparência e ética no exercício do mandato.

