Os países integrantes do Brics estão discutindo alternativas para tornar as transações financeiras internacionais mais rápidas e acessíveis. A declaração foi feita por Sanjay Malhotra, presidente do Banco Central da Índia (RBI), durante evento do setor bancário em Mumbai, na Índia.
De acordo com Malhotra, entre as opções analisadas estão a utilização de moedas digitais emitidas por bancos centrais e a interconexão de sistemas de pagamentos instantâneos. O executivo destacou que existe amplo espaço para a redução de custos, especialmente no comércio de varejo, além de otimizar a velocidade das operações.
Paralelamente à busca por eficiência nos pagamentos, a Índia atua para internacionalizar sua moeda local, a rúpia. Segundo o presidente do RBI, a autoridade monetária já possui acordos com os bancos centrais dos Emirados Árabes Unidos, Maurício, Maldivas e Indonésia para incentivar o uso das moedas locais entre importadores e exportadores. Malhotra pontuou que os volumes transacionados ainda são pequenos e que as iniciativas permanecem em fase de discussões.
Oposição à moeda única
Apesar do debate sobre a integração de sistemas, o governo indiano posicionou-se contra a criação de uma divisa própria para o bloco. O ministro do Comércio e da Indústria da Índia, Piyush Goyal, afirmou em Jaipur que o país se opõe expressamente à implantação de qualquer esquema de moeda comum do Brics.
Atualmente expandido para 11 países membros, o Brics representa mais de 40% da economia global. A eventual criação de uma moeda única para o grupo é vista como um desafio ao dólar norte-americano e gerou alertas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de imposição de elevadas tarifas comerciais aos países envolvidos.



