O rei Charles III e seu herdeiro ao trono, príncipe William, mantêm uma relação com pontos de divergência, embora conservem a cordialidade e contatos frequentes, segundo relatos divulgados pelo veículo Page Six e análises de especialistas na família real britânica.
De acordo com o biógrafo Hugo Vickers, pai e filho enfrentam atritos pontuais devido a diferenças de postura de William sobre o que é melhor para a instituição. O escritor Robert Jobson corroborou a informação sobre a divergência de opiniões, mas destacou que ambos entendem a necessidade de trabalhar juntos, uma vez que as decisões do rei afetam diretamente o herdeiro. Jobson ponderou que Charles e William se encontram regularmente e que não existem conflitos graves entre eles.
Segundo o autor Russell Myers, na biografia William e Catherine: A Nova Era da Monarquia: Os Bastidores, a relação entre Charles e o príncipe de Gales se fortaleceu durante momentos de crise enfrentados pela família real. Myers cita a saída do príncipe Harry dos deveres reais e os desdobramentos do escândalo envolvendo o príncipe Andrew e Jeffrey Epstein como eventos que uniram o rei e seu sucessor.
Relatos indicam que William participou da decisão de remover os títulos de seu tio Andrew devido à amizade deste com Epstein. Andrew foi detido pela polícia britânica em fevereiro sob suspeita de má conduta em cargo público e deixou a residência de Royal Lodge, em Windsor, tendo negado qualquer irregularidade.
Em relação ao príncipe Harry, fontes apontam que William mantém a decisão de não se reconciliar com o irmão. Segundo Jobson, o príncipe de Gales compreende que possui uma agenda distinta da do irmão e que os dois seguem caminhos separados no momento.



