BATEKOO Festival confirma Aparelhagem Crocodilo para edição de 2026

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O BATEKOO Festival confirmou a Aparelhagem Crocodilo como a primeira atração de sua edição de 2026. O evento está agendado para o dia 14 de novembro, em São Paulo, e reafirma sua atuação no cenário de música e cultura negra na América Latina.

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Fundada na década de 1980 no Pará, a Aparelhagem Crocodilo é uma das principais referências do movimento de aparelhagens da Região Norte. Conhecida por suas estruturas de som, sistemas de iluminação e por reunir grandes públicos, a atração fará sua segunda apresentação na capital paulista.

“Trazer o Crocodilo para São Paulo é um desejo antigo da BATEKOO. A aparelhagem é uma das tecnologias brasileiras mais autênticas que temos, mas que ainda não está presente nas curadorias dos grandes festivais de música, principalmente na região Sudeste. Salvo a Virada Cultural do ano passado, somos o primeiro festival a trazer o Crocodilo para São Paulo. A curadoria da BATEKOO sempre busca apresentar ao nosso público um panorama dos diferentes ritmos e musicalidades que estão sendo produzidos no Brasil por pessoas racializadas”, afirmou Artur Santoro, sócio e curador do festival.

Para Mauricio Sacramento, CEO, diretor criativo e curador do evento, o anúncio tem relevância cultural e política. “A BATEKOO sempre teve o compromisso de apresentar um Brasil que muitas vezes não ocupa os grandes festivais. Por isso, anunciar a Aparelhagem Crocodilo como a primeira atração do BATEKOO Festival 2026 é um gesto simbólico e político. Estamos trazendo uma das maiores aparelhagens do Pará para uma das primeiras apresentações em um festival fora do estado, reconhecendo a grandiosidade de um movimento cultural que nasceu na periferia amazônica e influencia gerações”, destacou.

Histórico e estrutura do espetáculo

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A trajetória da Aparelhagem Crocodilo teve início nos anos 1980 e passou por uma reestruturação em 2014, marcando época com bailes no bairro do Jurunas, em Belém. Atualmente, o grupo realiza dezenas de apresentações anuais, comandadas por uma equipe de DJs, técnicos e produtores. As apresentações combinam ritmos nortistas, iluminação computadorizada e efeitos visuais sincronizados.

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Segundo a produtora cultural Ane Oliveira, a escolha traz visibilidade para a produção amazônica. “A representatividade sempre fez parte da história da BATEKOO e, agora, esse compromisso ganha ainda mais força ao incluir uma aparelhagem na programação. Esse encontro aproxima a cultura amazônica, negra e periférica do Norte em um dos principais festivais que carregam essa bandeira. É uma iniciativa que conecta territórios, abre espaço para que mais pessoas conheçam essa manifestação cultural e inspira outros festivais a seguirem esse exemplo”, concluiu.

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