A disputa nos tribunais entre o São Paulo e a empresa de alimentos FGoal acaba de ganhar um capítulo explosivo. Uma ata notarial, detalhando a transcrição de um áudio atribuído à diretora jurídica do clube, Erika Duarte Pinto Alves, virou a principal arma da empresa em um processo que cobra exatamente R$ 5.189.022,54 do Tricolor por uma rescisão contratual considerada indevida. As informações foram divulgadas primeiramente pelo jornalista Alexsander Vieira em seu perfil no Instagram.
O processo milionário corre na 3ª Vara Cível do Foro Central Cível de São Paulo. Nele, a FGoal contesta o rompimento do contrato de alimentos e bebidas, que originalmente tinha vigência até o fim de 2029. O ponto alto da polêmica é um áudio de 30 minutos e 49 segundos, gravado em 3 de fevereiro de 2026 no celular de Flávio Duarte Franco, sócio da empresa parceira.
Na gravação registrada em cartório, a interlocutora apontada como Erika Duarte Pinto Alves deixa escapar que a mudança na presidência do clube alterou drasticamente as dinâmicas internas. Segundo os trechos transcritos, ela afirma que todos estariam “altamente pressionados” devido à troca de comando, e que o momento atual seria de “obedecer ordens”. O diálogo ainda menciona uma possível “descontinuidade do contrato de A e B”, referindo-se diretamente à FGoal.
Para a empresa de alimentos, o áudio é a prova de que a rescisão do contrato foi motivada por questões puramente políticas nos bastidores do clube, e não por falhas técnicas ou na prestação de serviços. Do outro lado, o São Paulo se defende nos autos afirmando que o rompimento ocorreu por justa causa, alegando que houve indícios de quebra de confiança entre as partes. A FGoal, por sua vez, nega qualquer irregularidade.
Como o documento utilizado é uma ata notarial com fé pública, o tabelião certifica a existência e a reprodução exata do áudio encontrado no aparelho, mas não valida o teor das falas. Agora, a Justiça é quem vai decidir o peso dessa gravação na batalha judicial contra o clube paulista.



