A influenciadora digital Malévola Alves manifestou-se emocionalmente nas redes sociais nesta quinta-feira (22/10), após ser libertada pelas autoridades do Egito e iniciar o seu retorno ao Brasil. A criadora de conteúdo e sua amiga, Bruna Mercatelli, foram presas na última terça-feira (20/10), na cidade de Alexandria, acusadas de praticarem atos obscenos em público, violação dos valores familiares e assédio a transeuntes.
O estopim para a ação policial foi a divulgação de materiais gravados pelas brasileiras, nos quais elas apareciam dançando e realizando gestos em locais públicos. O conteúdo acabou classificado como obsceno pelas leis de costumes locais. Durante a abordagem, a van em que a influenciadora e sua acompanhante estavam foi interceptada pelos agentes locais, que retiveram os passaportes das duas e as questionaram se eram mulheres trans.
Após passarem cerca de 24 horas detidas em uma delegacia egípcia, Malévola e Bruna obtiveram a soltura na quarta-feira (21/10), mediante o pagamento de uma fiança de aproximadamente R$ 10 mil. Ao conseguir publicar um registro no story do Instagram a partir do Marrocos, local de passagem no trajeto para o Brasil, a influenciadora surgiu aos prantos ao relembrar os momentos vividos no país africano.
“Eu fui muito humilhada, não paro de chorar desde a hora que cheguei aqui no Marrocos”, desabafou Malévola na gravação compartilhada com seus seguidores. A influenciadora revelou ainda que não teve o seu aparelho celular devolvido pelas autoridades policiais no momento em que a sua liberdade foi concedida.
Em razão da retenção do telefone, uma amiga de Malévola utilizou a rede social para explicar a situação aos seguidores e dar detalhes sobre a chegada da brasileira ao país. “Gente, a Ma não tá com celular, porque não devolveram pra ela ainda, mas ela pediu pra postar esse vídeo pra tranquilizar vocês. Ela teve a liberdade e estamos voltando par ao Brasil. Hoje, às 22h, ela chegará no Aeroporto de Guarulhos. Agora ela só revisa do acolhimento de todos”, destacou a publicação.

