O técnico Carlo Ancelotti não poupará os jogadores pendurados pelo cartão amarelo na próxima partida da seleção brasileira. Douglas Santos e Casemiro estão confirmados para enfrentar a Escócia na quarta-feira (24), em Miami, em um confronto crucial pela fase de grupos. A decisão do treinador reflete a intenção de maturar a base do time principal e assegurar a primeira posição no grupo.
A busca pela liderança do grupo é uma prioridade, dada a tradição da seleção brasileira, que conquistou a primeira posição nas últimas onze edições do torneio. A cúpula da equipe não considera outro resultado que não seja a liderança da chave, sendo a última vez que o Brasil não terminou como líder de seu grupo no Mundial de 1978, na Argentina, quando foi ultrapassado pela Áustria no saldo de gols. Esse posicionamento estratégico sugere que a seleção não demonstra preocupação com o primeiro adversário na fase eliminatória.
A liderança do grupo C classificará o time para um embate com o segundo colocado do grupo F, com o Japão surgindo como o adversário mais provável. No entanto, para Ancelotti, este cenário secundário não desvia o foco principal. O técnico italiano observa a equipe em processo de evolução e, mesmo sem a presença de Raphinha, almeja que a seleção mantenha seu protagonismo em campo. Em decorrência dessa visão, há a possibilidade de Luiz Henrique iniciar a partida na ponta direita, assumindo a posição que Rayan ocupou, que, embora não tenha tido uma má atuação, gerava a expectativa de um maior ímpeto ofensivo.
A estratégia para o jogo contra a Escócia, que deve adotar uma formação defensiva com linha de cinco, pode levar a um esquema tático diferenciado para a seleção brasileira. O bom entrosamento entre a dupla composta por Lucas Paquetá e Vinicius Júnior é considerado um ponto forte do elenco. Adicionalmente, os dois gols marcados por Matheus Cunha na vitória sobre o Haiti reforçam a percepção de um equilíbrio eficiente entre o meio-campo e o ataque. A ideia de que Bruno Guimarães possa atuar mais próximo dos atacantes abre a chance de Ancelotti optar por mais um meia em vez de preencher a vaga de Raphinha com outro ponta, o que poderia dar oportunidades a jogadores como Danilo Santos e Ederson.
O trabalho de Carlo Ancelotti transcende as quatro linhas, visando convencer os jogadores da força do grupo para competir com equipes que têm mais tempo de entrosamento. Exemplos de harmonia e positividade começam a surgir, como o abraço de Igor Thiago, titular na estreia, a Matheus Cunha após seu primeiro gol, e o pedido de Alex Sandro para acompanhar Neymar em um treino que seria exclusivo do craque.
Em relação a Neymar, o protocolo para a partida de quarta-feira (24) prevê sua utilização por um período entre 15 e 30 minutos. A participação do camisa 10 é cercada de grande expectativa, e a ideia inicial é que ele entre em campo para desempenhar a função hoje atribuída a Cunha, atuando entre o meio-campo e o ataque. Em outro contexto da Copa, o empate em 2 a 2 entre Cabo Verde e Uruguai demonstrou a competitividade da equipe africana, que, com uma média de idade de quase 31 anos (30,9), conseguiu segurar os dois times mais fortes do grupo H e decidirá sua classificação para a próxima fase no confronto com a Arábia, na sexta-feira (26).



