Senador Flávio Bolsonaro tem trajetória marcada por múltiplas investigações judiciais

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Vitor Souza/AFP

A Polícia Federal investiga o financiamento da produção cinematográfica Dark Horse, que retrata a trajetória de Jair Bolsonaro, e aponta que o senador Flávio Nantes Bolsonaro (PL‑RJ) teria negociado recursos com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex‑controlador do Banco Master. O objetivo da apuração é esclarecer a origem, a circulação e a destinação de montantes milionários suspeitos de irregularidades financeiras e eventual lavagem de dinheiro.

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Paralelamente, o Supremo Tribunal Federal analisa pedidos de investigação sobre a relação do senador com o advogado Willer Tomaz, investigado por fraudes previdenciárias. Os procuradores destacam o pagamento de viagens particulares em jatos executivos pela Europa, indícios de acesso a contas offshore e movimentações vinculadas à empresa de apostas Rede Loto.

A disputa pela posse de uma mansão em Ilha Comprida, Angra dos Reis, também entrou na pauta policial. O jogador Richarlison afirmou ter “investido cerca de R$ 10 milhões” na propriedade antes de sua posse ser transferida para uma imobiliária ligada a Willer Tomaz, e solicitou apuração dos fatos.

No âmbito imobiliário, a compra de uma residência de R$ 5,97 milhões no Lago Sul, em Brasília, realizada em 2021, permanece sob escrutínio. O financiamento concedido pelo Banco de Brasília exigia parcelas que comprometiam parte significativa da renda mensal declarada pelo casal na época, e o saldo devedor de R$ 3,1 milhões foi quitado antecipadamente cerca de três anos depois.

Antes desses episódios, o gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro foi alvo de investigação do Ministério Público no caso conhecido como “rachadinhas”. O antigo Coaf identificou R$ 1,2 milhão em movimentações atípicas na conta do ex‑assessor Fabrício Queiroz, suspeito de operar o recolhimento de salários de funcionários do gabinete e o pagamento de despesas pessoais da família.

Em sua atuação como advogado, o senador assumiu a defesa do policial militar Bruno Dias de Delaroli, denunciado por homicídio doloso na morte da menina Ana Clara, de cinco anos, durante operação em Niterói. Em todas as frentes citadas, a defesa de Flávio Bolsonaro nega qualquer irregularidade e sustenta que as denúncias e investigações têm motivação exclusivamente política.

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