Garis de Goiânia viralizam ao celebrar o fim da escala 6×1 aprovado pelo Senado

3 min de leitura
Créditos/Reprodução Internet

Um grupo de garis da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) alcançou grande repercussão nas redes sociais ao comemorar a aprovação do fim da escala de trabalho 6×1 pelo Congresso Nacional. Gravado durante a rotina de trabalho na capital goiana, o registro audiovisual já ultrapassa a marca de 600 mil visualizações, registrando o momento em que as servidoras dançam em celebração à mudança trabalhista.

- Publicidade -

Na gravação, as trabalhadoras Sheila Bombom e Eliane Dourado aparecem dançando ao som do clássico “Rádio Pirata”, interpretado por Paulo Ricardo, canção conhecida por abordar temas de revolução. A publicação exibe a legenda “CLT comemorando a escala 5×2”, uma referência direta ao regime previsto na Consolidação das Leis do Trabalho e à nova rotina de jornada.

A dupla tem o hábito de compartilhar conteúdos sobre o cotidiano profissional na Comurg, retratando o dia a dia da categoria com leveza e bom humor. A postagem atraiu diversas manifestações de apoio de internautas e outros trabalhadores, acumulando comentários otimistas como “Todos os trabalhadores merecem”, escrito por uma mulher, e “Vitória do trabalhador”, destacado por outro usuário.

A celebração das servidoras acompanha a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue o modelo 6×1 no Plenário do Senado Federal. A matéria foi aprovada em dois turnos com expressivo apoio de 75 votos favoráveis e apenas um voto contrário, proferido pelo senador Hamilton Mourão (Republicanos). O texto estabelece a redução progressiva da jornada semanal de 44 para 40 horas, mantendo integralmente o salário dos profissionais.

Com a implementação das novas normas após a promulgação da Emenda à Constituição, os trabalhadores garantem o direito a dois dias de descanso remunerado por semana, com preferência para o domingo, substituindo a regra de uma única folga semanal. A transição ocorrerá de maneira gradual, sem margem para diminuição dos vencimentos dos contratados.

A fase inicial de adequação começará 60 dias após a promulgação oficial do texto constitucional, momento em que o teto da jornada semanal passará de 44 para 42 horas, com os dois dias de repouso já assegurados. Nos 12 meses subsequentes, acordos e convenções coletivas poderão fixar jornadas diárias superiores a oito horas para estruturar a escala de 42 horas, desde que respeitados os dois dias de descanso. Ao fim do prazo total de 14 meses contados a partir da promulgação, a jornada máxima será fixada definitivamente em 40 horas semanais.

Compartilhar este artigo