Nesta sexta-feira (16), a apresentadora Gabriela Prioli se manifestou em suas redes sociais para rebater informações relativas a um suposto vínculo comercial com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A declaração ocorre após a publicação de uma reportagem do Estadão, segundo a qual o empresário acompanharia e sugeriria alterações em conteúdos produzidos por ela sobre a instituição financeira.
De acordo com a apuração do veículo, mensagens extraídas do telefone celular de Vorcaro apontam que Prioli teria um contrato de 12 meses focado na criação de vídeos favoráveis à empresa. Nos diálogos travados com Ana Matos, então superintendente de Comunicação e Marketing do banco, o executivo discutia os roteiros e chegou a classificar a contratação da influenciadora como uma “ótima tacada”, em abril de 2025. O plano de comunicação envolveria cerca de 15 influenciadores para rebater críticas ao Banco Master, que é investigado por suspeitas de fraudes bilionárias.
Ao posicionar-se sobre o caso em publicação nos stories do Instagram, Prioli afirmou categoricamente que o banqueiro “nunca editou, aprovou ou orientou qualquer conteúdo” sob sua responsabilidade. A apresentadora ressaltou que todo o seu faturamento é auditável e respaldado por notas fiscais, destacando que nenhum documento desse tipo foi emitido para o Master ou para empresas associadas a Vorcaro.
A comunicadora também colocou em dúvida a fundamentação das acusações baseadas em conversas de terceiros e cobrou a apresentação de provas materiais, como o alegado contrato e comprovantes de transferência financeira. “Conforme Prioli afirmou anteriormente, ela nunca foi procurada e/ou celebrou qualquer relação comercial com Vorcaro. Afirmar isso, sem qualquer comprovação, além de irresponsável, é extremamente grave e medidas cabíveis já estão sendo tomadas”, diz a nota divulgada.
Prosseguindo com o questionamento sobre a validade do material divulgado, a apresentadora reforçou sua postura: “O material até o momento fala de conversas entre duas pessoas que mencionam o nome de Prioli. Onde estão as provas de todas as informações citadas? Onde está o suposto contrato? Onde estão os comprovantes dos supostos pagamentos?”. Ela concluiu enfatizando que “conversas sobre Gabriela Prioli não são conversas realizadas com Gabriela Prioli. Suposições sem provas não são verdades. São apenas suposições”.
O episódio reitera uma posição já defendida pela apresentadora em janeiro deste ano. Na ocasião, Prioli já havia negado ter sido contratada para defender o Banco Master e refutou integrar qualquer rede de influenciadores mobilizada para fazer oposição ao Banco Central durante o processo de análise da compra da instituição pelo Banco de Brasília (BRB).



