A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) solicitou ao Tribunal Superior Eleitoral a remoção de 1.525 perfis de entidades da sociedade civil, artistas, movimentos progressistas e políticos, medida que deve vigorar até o encerramento do segundo turno das eleições. O pedido foi anunciado pela jornalista Daniela Lima, no programa “Pulso Político” do UOL, e tem como objetivo impedir a divulgação de conteúdos críticos ao candidato.
Segundo a representação, há uma distorção sistemática de informações em centenas de páginas das redes sociais, que teria contribuído para a propagação de notícias enganosas. A defesa do candidato aponta para a circulação de trechos de um discurso em que ele mencionou a possibilidade de mudar a Constituição para “redemocratizar o Brasil”, afirmando que os recortes transformaram a fala em narrativas sobre um suposto golpe de Estado. Também são contestadas as associações feitas entre declarações de aliados, discussões internas sobre economia e propostas oficiais de governo.
A campanha afirma ter monitorado uma rede de 1.525 perfis no Instagram, interligados por milhares de coautorias em publicações. O uso da função “colab” teria ampliado o alcance das mensagens ao somar as audiências das contas participantes, configurando, na visão da equipe, um uso indevido dos meios de comunicação social. O pedido inclui, portanto, a suspensão de perfis de organizações civis, artistas, movimentos progressistas e políticos.
A solicitação chega em meio ao bloqueio do canal “Exército de Lula”, criado por André Janones, e reforça a estratégia da campanha de Flávio Bolsonaro de controlar a narrativa nas redes digitais. Os ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça, integrantes do TSE, são os responsáveis por analisar a medida, que será válida até o término do segundo turno.



