Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, publicou na terça‑feira (13) um vídeo gerado por inteligência artificial que o mostra enfrentando e brincando com um tigre. A postagem ocorreu na rede social Truth Social, oito horas depois de ele compartilhar imagens reais de um ataque fatal a um jovem no Reino Unido, sem qualquer mensagem explicativa.
No material digital, Trump aparece vestido de terno azul e gravata vermelha, perseguindo o felino, lutando de forma lúdica e, ao final, abraçando‑o. A montagem faz alusão ao caso de William Chapman, de 23 anos, que morreu ao entrar no recinto de um tigre‑siberiano no Yorkshire Wildlife Park, em Doncaster, Inglaterra, no sábado (10).
Chapman, que havia trabalhado como ator ainda na infância, entrou sozinho no espaço ocupado pelo animal, chamado Altai, e foi encontrado morto no local. A polícia foi acionada imediatamente, mas não conseguiu evitar o óbito.
Em comunicado divulgado na mesma terça‑feira, familiares de Chapman declararam estar devastados e solicitaram que as imagens relacionadas ao episódio deixem de ser compartilhadas, alegando que conteúdos ofensivos aumentam o sofrimento da família. Eles também informaram que o jovem enfrentava problemas graves de saúde mental há anos e fazia uso de medicação, cabendo às autoridades determinar se essa condição influenciou o ocorrido.
A polícia britânica orientou o público a evitar a divulgação dos vídeos, enquanto o prefeito de South Yorkshire, Oliver Coppard, criticou a publicação de Trump, afirmando que a circulação de imagens da morte agrava o sofrimento dos parentes.
Segundo o New York Post, o vídeo de IA foi divulgado cerca de oito horas depois de Trump publicar as imagens reais do ataque, acompanhadas da frase: “Nunca mexam com a natureza!”. A reação nas redes sociais incluiu críticas de defensores da proteção animal e de especialistas em tecnologia, que apontaram o caso como mais um exemplo do debate sobre a responsabilidade na divulgação de conteúdos sensíveis e o uso de inteligência artificial para recriar ou satirizar acontecimentos reais.



