A Justiça negou a liminar solicitada pelo Vasco para transferir o duelo contra o Boca Juniors ao Maracanã. Na manhã desta terça‑feira, o clube anexou ao agravo de instrumento uma nova petição, informando que abandonou as opções de realização do jogo fora do Estado do Rio de Janeiro.
A medida segue a recomendação do Ministério Público ao Consórcio Fla‑Flu, que apontou o Maracanã como o local mais adequado, sobretudo por oferecer maior segurança às duas torcidas envolvidas. Em reunião realizada na noite de segunda‑feira, a alta administração da SAF do Vasco confirmou a intenção de manter a partida no Rio, após a manifestação formal do MP acompanhada de um inquérito ao consórcio.
O MP ressaltou que a importância do confronto e a capacidade de atração das torcidas justificam a escolha do estádio. Também contestou o argumento de conservação do gramado – utilizado por Flamengo e Fluminense – ao demonstrar que o Maracanã recebeu, em 2026, dois jogos com intervalo de 48 horas em nove ocasiões distintas.
Antes de recorrer à Justiça, o Vasco tentou, sem sucesso, negociar a mudança diretamente com a dupla Fla‑Flu e, posteriormente, buscou a via judicial. O clube chegou a sondar a possibilidade de transferir o confronto para o Mané Garrincha, em Brasília, e para a Arena da Amazônia, em Manaus, conforme consta no próprio ofício. A Secretaria de Estado do Desporto e Lazer (Sedel) do Amazonas confirmou que o Vasco consultou a administração da arena de Manaus sobre a viabilidade da mudança.
A defesa vascaína requereu urgência na manifestação judicial para garantir tempo hábil à organização da operação, logística, planejamento de segurança e início da comercialização de ingressos. O prazo estabelecido para a decisão é 10 de outubro, próximo sábado.
Caso a alternativa fora do Rio fosse adotada, o Vasco teria que comunicar a CONMEBOL até 15 dias antes da partida, prazo que expirou na última segunda‑feira, tornando inviável a mudança de local.
Fonte: ge.globo.com



