O octeto sul‑coreano Stray Kids, que se apresentou no Rock in Rio deste ano, não enviou nenhuma faixa para a 69ª edição do Grammy. A informação foi divulgada pelo veículo sul‑coreano Sports Kyunghyang e confirmada por um porta‑voz da JYP Entertainment, agência que representa o grupo, que afirmou: “O Stray Kids não enviou nenhum trabalho para o Grammy”.
O prazo oficial para a submissão de materiais encerrou‑se em 21 de agosto. De acordo com as normas da Academia de Gravação, obras que não são inscritas dentro desse período ficam automaticamente excluídas das cédulas de votação e não podem concorrer a prêmios.
A decisão surpreendeu a indústria porque, recentemente, todos os oito integrantes do Stray Kids foram convidados a integrar a Academia como membros votantes. Assim, embora o grupo não concorra nas categorias de 2027, seus integrantes continuam aptos a votar na escolha de indicados e vencedores de outras áreas.
A JYP Entertainment não detalhou os motivos da escolha nem confirmou se a medida está relacionada à criação da nova categoria “Melhor Performance de Pop Asiático”. O anúncio ocorre em meio a um debate mais amplo sobre a participação de artistas de K‑pop no Grammy.
A controvérsia ganhou força com a oposição do BTS, que já havia anunciado que não enviaria produções para o ciclo de 2027 em protesto ao recorte geográfico adotado pela premiação. Em nota nas redes sociais, o grupo da HYBE criticou a separação de gêneros por origem, afirmando que a música deve ser apreciada pelo que é, e não por região ou idioma.
Apesar da ausência de Stray Kids e BTS, a Academia de Gravação confirmou que manterá a nova categoria no próximo ano. Em entrevista à revista Variety, o CEO Harvey Mason Jr. declarou que a entrega do prêmio seguirá em 2027, após receber respaldo da maioria da comunidade de criadores consultada pela instituição.



