A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a comercialização de uma nova opção de semaglutida no mercado brasileiro. Produzida pela Mantecorp, a caneta injetável chega às farmácias com o valor de R$ 333, valor correspondente ao tratamento para três meses.
O registro do medicamento foi concedido em 29 de julho, juntamente com a liberação de outras quatro marcas: Zempneo, Orsema, Seemasun e Owozy. A substância é indicada originalmente para o controle do diabetes tipo 2 e passou a ser empregada em doses mais elevadas para a perda de peso.
A chegada de novos concorrentes ocorre após a queda da patente da molécula em março deste ano. Até o início de 2024, havia apenas uma versão do produto comercializada no país.
Produção sintética
No caso do produto da Mantecorp, denominado Semavy, a fabricação é realizada via síntese química. O método permite produzir a molécula em laboratório a partir de reações, sem a dependência de organismos vivos, mantendo a mesma estrutura da semaglutida original.
Por ser mais simples de escalar, esse processo industrial tem capacidade de baratear os custos de produção e reduzir o valor cobrado do consumidor final. A tendência é que outras marcas adotem a mesma metodologia para solicitar licenças de versões genéricas do remédio, como no caso da EMS, que já obteve autorização para o Ozivy.



