O empresário e influenciador digital Pablo Marçal formalizou, neste sábado (15), o registro de sua candidatura à Presidência da República pelo Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) perante o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na declaração de bens submetida à Justiça Eleitoral, o postulante informou um patrimônio expressivo de R$ 7,4 bilhões, quantia que o coloca no topo das declarações financeiras do pleito.
Do montante total informado por Marçal, a vasta maioria — cerca de R$ 6,7 bilhões — encontra-se alocada em aplicações de renda fixa. Além desses ativos financeiros, a lista de bens inclui um terreno situado no município de Santana de Parnaíba, na Região Metropolitana de São Paulo, avaliado em R$ 490 milhões. O presidente nacional do PRTB, Leonardo Avalanche, que a princípio figurava como o cabeça de chapa da legenda, passou a concorrer formalmente ao posto de vice-presidente, tendo informado à Justiça Eleitoral possuir R$ 495 milhões em patrimônio.
A definição da chapa majoritária e o aval para o encaminhamento do registro ocorreram durante uma reunião partidária realizada na tarde de sábado. Conforme informou a agremiação, os documentos protocolares foram transmitidos eletronicamente ao TSE às 18h51. O pedido de registro de candidatura ainda passará pelo escrutínio formal e pela chancela final da Justiça Eleitoral.
Para viabilizar a indicação, Marçal foi beneficiado por uma decisão liminar proferida pelo juiz Gustavo Nardi, titular da 428ª Zona Eleitoral de Santana de Parnaíba. O despacho autorizou a desfiliação do empresário do União Brasil e seu retorno ao PRTB, conferindo eficácia retroativa à filiação partidária a partir de 4 de abril. O marco temporal é crucial: a legislação eleitoral vigente exige domicílio partidário de ao menos seis meses antes da eleição. A decisão, contudo, ostenta caráter provisório e segue sujeita à revisão por instâncias judiciais superiores.
A despeito dos esforços burocráticos para a consolidação da chapa, Pablo Marçal enfrenta severos entraves jurídicos. No início deste mês, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) decidiu, de forma unânime, impor-lhe a sanção de inelegibilidade até o ano de 2032. O influenciador soma ao menos três condenações no tribunal regional sob a acusação de abuso de poder político e econômico durante as eleições municipais paulistanas de 2024. A defesa do empresário recorre das decisões com o objetivo de anular a restrição e assegurar sua elegibilidade nas cortes superiores.



