Michelle Bolsonaro oficializa candidatura ao Senado com o irmão na suplência e declara patrimônio de R$ 4,4 milhões

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Reprodução/internet

Em uma movimentação consolidada a pouco mais de duas horas do encerramento do prazo fixado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) formalizou o registro de sua candidatura ao Senado Federal. Estreando na disputa direta por mandatos eletivos, a candidata concorrerá nas urnas com o número 222, identificação estratégica reservada pela cúpula partidária a nomes de confiança do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), visando à rápida assimilação pelo eleitorado.

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Na prestação de contas obrigatória submetida à Justiça Eleitoral, Michelle declarou um montante patrimonial de R$ 4,4 milhões. A maior fração dos ativos está concentrada em investimentos bancários, sendo R$ 4,1 milhões alocados em uma aplicação financeira e outros R$ 300 mil em um segundo investimento. A lista de bens inclui, adicionalmente, um Volkswagen Fusca avaliado em R$ 30 mil. O veículo em questão esteve no centro de uma publicação feita por Michelle nas redes sociais em setembro, na qual ela relatou que o automóvel foi submetido a uma inspeção antes de ser conduzido a uma oficina, sob a alegação de que agentes averiguavam a eventual presença de Jair Bolsonaro no interior do carro.

Articulação política e superação de atritos familiares

A confirmação do registro encerra semanas de questionamentos e especulações acerca da viabilidade de sua candidatura. O cenário havia sido tensionado pela eclosão de desentendimentos públicos entre a ex-primeira-dama e o senador Flávio Bolsonaro (PL), seu enteado e apontado como presidenciável pela legenda. O desgaste culminou na saída de Michelle da presidência do diretório PL Mulher.

A reaproximação pública entre ambos foi selada por meio de um vídeo gravado conjuntamente, produzido a pedido expresso de Jair Bolsonaro. Ao comentar as dissensões domésticas e partidárias, Michelle adotou tom descontraído em manifestação recente: “Levanta a mão quem não tem problema na família”.

Composição da chapa e limites orçamentários

Para a primeira suplência na corrida senatorial, Michelle indicou seu irmão, Diego Torres. Com trajetória na administração pública recente, Torres ocupava desde 2023 o cargo de assessor especial do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Ele deixou a função no Palácio dos Bandeirantes em novembro de 2025 para concentrar esforços exclusivamente no projeto eleitoral da irmã.

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Para o pleito ao Senado, a Justiça Eleitoral estipulou em R$ 3,8 milhões o teto máximo de gastos que a campanha de Michelle Bolsonaro poderá empenhar durante todo o período eleitoral.

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