As primeiras movimentações financeiras de empresários dos setores de construção civil, mercado financeiro, indústria e energia para as eleições de 2026 começaram a ser registradas, com repasses destinados ao PSD e ao Partido Novo. Segundo informações da coluna Capital, do jornal O Globo, nenhuma das doações identificadas até o momento teve como destino Flávio Bolsonaro ou pré-candidatos ligados ao bolsonarismo tradicional.
A maior transferência contabilizada foi no valor de R$ 300 mil, realizada por Wilson de Almeida Júnior, sócio da construtora Pacaembu. O montante foi direcionado ao diretório municipal do PSD em Araçatuba, no interior de São Paulo.
A direção nacional do PSD também recebeu duas contribuições de R$ 20 mil cada. Uma delas partiu de Horácio Lafer Piva, acionista e conselheiro da Klabin, e a outra de Márcio Hannas, ex-presidente do segmento de trilhos da Motiva (antiga CCR) e do VLT Carioca, atualmente no comando de uma empresa de energia. De acordo com a reportagem, embora o partido abrigue a pré-candidatura presidencial de Ronaldo Caiado, os depósitos foram feitos à estrutura partidária, e não diretamente à campanha.
No Partido Novo, a economista Marina Helena, pré-candidata à Câmara dos Deputados, recebeu R$ 30 mil de Antonio Augusto Torres de Bastos Filho, fundador e presidente da Serena Energia (antiga Ômega). Outro pré-candidato a deputado federal pela sigla, Christian Lohbauer, recebeu R$ 25 mil de Arturo Profili, um dos fundadores da gestora Capitânia. Lohbauer foi candidato a vice-presidente na chapa de João Amoêdo em 2018 e atua na colaboração com a campanha de Romeu Zema.



