CBF aprova novas regras para aumentar tempo de jogo no Brasileirão

3 min de leitura
Rafael Ribeiro/CBF

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) aprovou um pacote de alterações nas regras da modalidade que será aplicado a partir da 23ª rodada do Campeonato Brasileiro. A decisão ocorreu em reunião com representantes dos 40 clubes das Séries A e B.

- Publicidade -

Segundo a entidade, o objetivo central é elevar o tempo efetivo de bola em jogo e reduzir paralisações. Um estudo da CBF Academy, feito em parceria com a Opta, indicou que as partidas da Série A registraram média de 52 minutos e 54 segundos de bola rolando. A meta é alcançar de 57 a 58 minutos no curto prazo e chegar a 59 ou 60 minutos posteriormente.

Entre as novas normas, o goleiro terá o limite de oito segundos para reter a bola nas mãos. Caso ultrapasse esse tempo, o time adversário receberá um escanteio. As cobranças de tiros de meta e laterais passarão a ter limite de cinco segundos.

Jogadores que receberem atendimento médico em campo deverão permanecer um minuto fora do gramado antes do retorno. Caso o atendimento seja prestado ao goleiro, um jogador de linha da mesma equipe também precisará sair de campo durante um minuto. A medida não foi adotada na Copa do Mundo.

Nas substituições, o atleta terá dez segundos para sair do campo, sob risco de advertência com cartão amarelo em caso de atraso. A comunicação com a arbitragem ficará restrita aos capitães das equipes. Além disso, encobrir a boca durante discussões com adversários poderá ser punido com cartão vermelho, norma denominada “protocolo Vini Jr.”.

- Publicidade -

O árbitro assistente de vídeo (VAR) poderá revisar lances de segundo cartão amarelo que resultem em expulsão. Já a checagem de escanteios que originem gols ou pênaltis só será liberada a partir de 2027.

- Publicidade -

De acordo com o registro da reunião, a maioria das medidas foi aprovada por 38 votos a dois, com votos contrários de Grêmio e Vitória em relação à aplicação em 2026. A regra sobre cobrir a boca em discussões registrou 26 votos a favor e 14 contrários. As mudanças foram debatidas após a Copa do Mundo e antecipadas pela CBF antes da adoção obrigatória prevista pela IFAB para 2027.

Compartilhar este artigo