A Polícia Civil do Maranhão investiga a denúncia de agressão sofrida pela influenciadora digital Léa Reis em um bar na cidade de Balsas, no sul do estado, no sábado (8). A influenciadora relatou ter sido vítima de transfobia após ser atingida por socos no rosto. O boletim de ocorrência foi registrado no domingo (9).
Natural do Ceará, Léa informou que viajou ao município para o casamento de uma amiga e, após a cerimônia, foi ao estabelecimento com amigos. De acordo com a influenciadora, uma mulher a abordou de forma repentina e desferiu dois socos em sua boca. “Eu sofri uma transfobia que eu nunca pensei na minha vida”, disse Léa em vídeo divulgado nas redes sociais.
A mulher apontada como autora das agressões, a servidora pública Écilla Ahuad Miranda, de 37 anos, afirmou em nota oficial que reagiu após ela e o marido terem sido vítimas de importunação sexual praticada por uma pessoa que se apresentava como mulher.
Em entrevista à TV Mirante, a delegada Ana Marisa Barbat declarou que as câmeras de segurança analisadas pela polícia não sustentam a alegação de importunação sexual. “Esse fato não procede. Isso não é verdade. As imagens são muito claras e revelam exatamente o contrário: que a vítima não provocou, não teve nenhuma manifestação prévia que desse ensejo ou motivasse aquela que seria uma reação à agressão”, afirmou a delegada.
Ana Marisa Barbat confirmou a ocorrência da agressão física, mas salientou que ainda não há elementos para determinar se houve motivação transfóbica. “Até o momento, com os elementos informativos colhidos, não é possível definir se houve transfobia ou não por parte da autora das lesões. Ainda não é possível identificar. A investigação seguirá com o delegado responsável, que vai apurar os fatos para verificar se houve ou não transfobia”, completou.
O estabelecimento Agrobar informou, em nota, que lamenta o ocorrido e coopera com as autoridades mediante a entrega de informações para o esclarecimento dos fatos. A assessoria jurídica de Léa Reis comunicou ter formalizado o boletim de ocorrência e o exame de corpo de delito, ressaltando que monitorará ofensas direcionadas à cliente nas redes sociais para adoção das medidas judiciais cabíveis.



