O Exército de Israel anunciou, nesta sexta-feira (24), a preparação de uma operação militar na região de Tal, localizada na Cisjordânia ocupada, após um confronto que resultou na morte de dois israelenses e quatro palestinos.
De acordo com as Forças de Defesa de Israel (FDI), tropas foram enviadas ao local após relatos de um ataque contra civis que faziam uma excursão perto do assentamento de Havat Gilad. Em comunicados posteriores, os militares afirmaram que ocorreu um confronto entre dezenas de israelenses e palestinos, com troca de tiros envolvendo a equipe de segurança do assentamento. Segundo o Exército israelense, um palestino tomou a arma de um colono e matou um homem de cerca de 30 anos, e um segundo israelense, de 32 anos, integrante da equipe de segurança, também morreu no episódio.
Por outro lado, o Ministério da Saúde palestino informou que quatro palestinos morreram e quatro ficaram feridos na cidade de Tal. O presidente do conselho local de Tal, Walid Zidan, contestou a versão israelense e afirmou à agência AFP que cerca de 20 colonos, acompanhados por soldados israelenses, invadiram a localidade e abriram fogo. A agência relatou que não conseguiu verificar as alegações de forma independente.
Após os incidentes, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou o aceleramento da regularização de assentamentos agrícolas e a criação de novas colônias na Cisjordânia. O ministro da Defesa, Israel Katz, declarou que haverá operações em vilarejos palestinos apontados como bases de grupos armados, enquanto o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, defendeu uma resposta “com mão de ferro”.
As Forças Armadas israelenses suspenderam as licenças de soldados que atuam na Cisjordânia, reforçaram o efetivo e fecharam postos de controle no norte do território, conforme relatos de jornalistas no local. O Exército também informou a prisão de dois homens em um hospital em Nablus sob acusação de envolvimento nos confrontos. Relatos adicionais do Crescente Vermelho Palestino e de autoridades locais registraram novos focos de tensão e feridos em localidades vizinhas, como Far’ata e Sarra.



