A jornalista Rachel Sheherazade surpreendeu ao compartilhar um longo desabafo em suas redes sociais na última quinta-feira (16). Por meio de sua conta no Instagram, a comunicadora expôs uma série de episódios marcantes de sua trajetória no jornalismo, destacando que enfrentou perseguições, processos e até ameaças de morte ao longo da carreira em decorrência de suas opiniões e postura profissional.
Em seu relato, Rachel Sheherazade detalhou que as críticas e ataques vieram de uma ampla gama de setores da sociedade. Conforme suas palavras, ela foi alvo de “partidos e políticos, conservadores e liberais, democratas e golpistas, eleitores, empresários, juízes e promotores, religiosos e gente sem religião”. Apesar da diversidade e intensidade das adversidades, a jornalista afirmou ter mantido sua coragem, dignidade e autenticidade, mesmo quando suas opiniões se desviavam da maioria.
Ainda durante o desabafo, a apresentadora relembrou diversas formas de intimidação que enfrentou. “Já tentaram me encaixar em uma ou outra ideologia. Já tentaram me calar mil vezes. Já me investigaram e processaram só para me intimidar. Já me juraram de morte. Já me acusaram de fascista, racista e até nazista”, pontuou Sheherazade. Ela ressaltou ter recorrido à Justiça contra os responsáveis pelas acusações, assegurando que continuou a exercer sua profissão de forma incisiva e independente.
Os episódios de sua carreira foram acompanhados por uma recente decisão judicial. No mês passado, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o último recurso da apresentadora em seu processo contra o SBT. A decisão monocrática, proferida em 11 de junho, encerrou a ação com vitória para a emissora, pois o pedido de Sheherazade não preenchia os requisitos legais necessários para reverter a decisão anterior, mantida desde 2025 sobre seu vínculo com o SBT.
O litígio teve início em março de 2021, quando Rachel Sheherazade processou o SBT buscando o reconhecimento de vínculo trabalhista referente ao período de 2011 a 2020, além de uma indenização de R$ 20 milhões. A jornalista também buscava o reconhecimento de que Silvio Santos havia agido de forma misógina durante a entrega do Troféu Imprensa em 2017. Embora Sheherazade tenha vencido o caso em duas instâncias e recebido o pagamento de R$ 8 milhões, o SBT recorreu ao STF e conseguiu reverter a condenação, finalizando o processo de forma favorável à emissora.



