PL retorna ao TSE para questionar pesquisa da AtlasIntel

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Créditos: Imagem/Divulgação

O Partido Liberal (PL), legenda do pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro, voltou a acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para contestar uma pesquisa divulgada pelo instituto AtlasIntel. O levantamento em questão mostra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com vantagem sobre Flávio Bolsonaro na corrida presidencial. Além de solicitar que a pesquisa seja declarada irregular, o PL pleiteia a implementação de regras mais rigorosas para o registro e a divulgação de novos levantamentos eleitorais.

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A iniciativa do PL reflete uma preocupação contínua com a metodologia e a transparência das pesquisas eleitorais, um tema que tem sido central na campanha do pré-candidato. Esta não é a primeira vez que o partido contesta dados de institutos; em junho, outro levantamento da AtlasIntel foi suspenso por decisão do ministro Kassio Nunes Marques, atendendo a um pedido da sigla. A equipe de Flávio Bolsonaro também estuda a possibilidade de contestar a pesquisa Genial/Quaest, que recentemente apontou Lula com oito pontos percentuais de vantagem em um cenário de segundo turno, buscando verificar a conformidade de todos os dados exigidos pela legislação.

As alegações do Partido Liberal contra a pesquisa mais recente da AtlasIntel focam em supostas deficiências na documentação e execução do levantamento. O partido afirma que o instituto não apresentou, dentro do prazo estipulado, informações cruciais sobre os municípios, os setores censitários e a composição demográfica da amostra utilizada. Adicionalmente, o PL aponta para alegadas discrepâncias entre o plano de pesquisa que foi registrado junto ao TSE e o questionário que, de fato, foi aplicado aos entrevistados durante a coleta de dados.

Em resposta às acusações, a AtlasIntel negou veementemente quaisquer irregularidades, declarando que todos os arquivos exigidos foram devidamente enviados ao sistema PesqEle do TSE. O CEO do instituto, Andrei Roman, defendeu que o questionamento do PL se baseia em uma falha técnica no próprio sistema do Tribunal Superior Eleitoral, e não em qualquer omissão por parte da AtlasIntel. Diante deste cenário, o PL propõe que pesquisas só sejam divulgadas após a publicação integral de toda a documentação técnica pertinente e que anúncios pagos em redes sociais para recrutamento de entrevistados sejam considerados parte do período oficial de coleta.

A representação formal apresentada pelo Partido Liberal foi distribuída ao ministro André Mendonça, que agora será o responsável por analisar as alegações. É importante ressaltar que as acusações feitas pelo partido não implicam, por si só, que a pesquisa tenha descumprido a legislação eleitoral vigente. A Justiça Eleitoral ainda deverá proceder com a análise completa das alegações antes de qualquer decisão final sobre a validade ou irregularidade do levantamento da AtlasIntel.

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