A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou neste domingo (12) um vídeo institucional com o objetivo de sinalizar a reconstrução da Seleção Brasileira. A iniciativa, que surge uma semana após a eliminação da equipe na Copa do Mundo de 2026, foi recebida com intensa rejeição por parte dos torcedores, gerando uma avalanche de críticas nas redes sociais. A peça publicitária tentou projetar um “novo ciclo” para o futebol nacional, mas acabou por despertar insatisfação e questionamentos.
O vídeo, com pouco mais de um minuto de duração, foi concebido para marcar um “novo ciclo” na trajetória da Seleção rumo ao tão almejado hexacampeonato mundial. Em seu roteiro, a campanha encerrada em 5 de julho é descrita poeticamente como “um filme que não queríamos escrever”, transformando a queda no Mundial de 2026 em um ponto de partida para os próximos anos. A narração da peça buscou transmitir uma mensagem de esperança e resiliência, afirmando que a Seleção retornará “com mais estabilidade, mais planejamento e mais trabalho duro”, e reforçando a ideia de que “desistir nunca foi coisa de brasileiro”.
Contudo, a mensagem de otimismo veiculada pela CBF encontrou uma recepção amplamente negativa por parte do público. Em apenas cerca de duas horas após sua publicação, o vídeo superou a marca de 2 milhões de visualizações e acumulou mais de 11 mil comentários, a vasta maioria deles expressando descontentamento e críticas ácidas ao desempenho da equipe na Copa. A repercussão nas plataformas digitais mostrou que a tentativa da entidade de virar a página após a eliminação não surtiu o efeito desejado, revelando um profundo ceticismo entre os torcedores.
Entre as diversas manifestações de insatisfação, um torcedor ironizou a postagem ao sugerir que a CBF cumpriu com o item de criar “vídeo bonito no Instagram”, mas falhou no objetivo primordial de “jogar com raça na Copa”. Outro internauta questionou a tática da equipe na derrota para a Noruega, expressando seu ceticismo com a frase: “Jogar retrancado contra a Noruega em Copa do Mundo. Acreditar como?”. Alguns comentários foram além, pautando a discussão sobre os patrocínios: “Menos bet e mais futebol”, em uma clara alusão às casas de apostas. A desconfiança se estendeu a comparações com o discurso proferido após a eliminação no Mundial de 2022, com um internauta apontando: “Vocês falaram a mesma coisa depois de 2022 e, de lá para cá, só piorou”. Uma torcedora reforçou a descrença em um novo projeto, afirmando que será difícil acreditar “enquanto não jogarem com raça ou amor à camisa”.
A derrota da Seleção Brasileira para a Noruega, mencionada pelos torcedores, não apenas resultou na eliminação da Copa do Mundo de 2026, mas também manteve uma preocupante sequência negativa do Brasil contra equipes europeias em Mundiais, que se estende desde 2006. Essa performance reitera um período de resultados aquém do esperado para a pentacampeã mundial. Caso a Seleção não consiga conquistar o Mundial de 2030, o país enfrentará um jejum de 28 anos sem levantar a taça, marcando a maior estiagem de títulos desde o pentacampeonato de 2002, o que agrava ainda mais a pressão sobre os próximos “ciclos” e a gestão da CBF.



