Richarlison lamenta disputa por mansão de R$ 10 milhões e cita Flávio Bolsonaro

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Créditos: Imagem/Divulgação

O atacante Richarlison, jogador do Tottenham, manifestou novamente neste sábado (04) sua insatisfação com uma disputa judicial referente a uma mansão avaliada em cerca de R$ 10 milhões. O imbróglio judicial envolve um imóvel localizado em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, e veio à tona após o atleta marcar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma publicação nas redes sociais, afirmando ter tido a propriedade “tomada”.

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A declaração de Richarlison, feita em um story do Instagram, republicava um vídeo de Flávio Bolsonaro com imagens aéreas da propriedade. O jogador adicionou a legenda “Lugar bonito, né? Pois é. Me tomaram”, reacendendo o debate sobre o caso que já havia ganhado destaque nas redes sociais nos últimos dias. Anteriormente, em um comentário no Instagram, o ex-jogador da Seleção Brasileira já havia afirmado ter investido aproximadamente R$ 10 milhões na aquisição da propriedade e que ainda não havia recebido o valor de volta, reforçando: “Realmente gastei em torno de 10 milhões lá. E simplesmente me tomaram. E estou até hoje sem receber a minha grana”.

A controvérsia central da disputa judicial gira em torno da diferença entre posse e propriedade, conceitos que são cruciais no direito imobiliário. A mansão foi adquirida por uma empresa associada a Richarlison e ao empresário Renato Velasco. Contudo, outra empresa reivindicou direitos de posse sobre a mesma área, alegando ocupação anterior à venda. Enquanto a empresa ligada ao atacante defendeu a legalidade da compra da propriedade, o grupo adversário argumentou possuir direitos possessórios prévios sobre o imóvel em questão.

Apesar de não ser parte formal no processo, o senador Flávio Bolsonaro foi incluído como testemunha pelos advogados de Richarlison. Segundo uma reportagem do Metrópoles de 2022, a inclusão de Bolsonaro se deu em razão de uma visita dele à mansão antes da conclusão da negociação, além de um retorno posterior ao local acompanhado do advogado Willer Tomaz. Willer Tomaz, amigo pessoal de Flávio Bolsonaro, é apontado como uma das figuras centrais no litígio, sendo seu nome associado à empresa que obteve decisões favoráveis no caso contra a companhia ligada ao jogador.

O desfecho da questão em instâncias superiores ocorreu em 2025, quando o Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve uma decisão que favorecia a empresa associada a Willer Tomaz. O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva fundamentou a decisão afirmando que o recurso apresentado pela empresa de Richarlison exigiria a reavaliação de provas e contratos já analisados pelas instâncias inferiores, o que não é admitido na via recursal excepcional do STJ. Conforme registrado pelo ministro, “Nesse contexto, não há como afastar a incidência das Súmulas 5 e 7 do STJ, visto que o acolhimento da pretensão recursal demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório dos autos e a interpretação de cláusula contratual, procedimentos inviáveis ante a natureza excepcional da via eleita”. Com essa decisão, o STJ ratificou o entendimento que reconheceu os direitos possessórios da empresa adversária no caso.

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