Deolane Bezerra era monitorada pela polícia desde 2014 em investigação de lavagem de dinheiro

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Créditos: Imagem/Divulgação

A investigação que levou à denúncia contra a influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra por suposta lavagem de dinheiro revelou que seu nome já estava sob acompanhamento das autoridades desde 2014. O inquérito aponta que o interesse inicial surgiu em decorrência de relacionamentos da influenciadora com indivíduos supostamente ligados a uma facção criminosa. No dia 1º de julho, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou um pedido de habeas corpus impetrado pela defesa, que solicitava prisão domiciliar.

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Fontes ligadas à apuração indicam que o monitoramento de Deolane Bezerra começou em 2014, época em que mantinha um relacionamento com um integrante da facção criminosa PCC, considerado alvo das investigações. Durante esse período, a influenciadora adotou Giliard Vidal dos Santos. Após o término dessa união, Deolane Bezerra teria iniciado outro relacionamento com um segundo indivíduo apontado como membro da mesma organização criminosa, fato que, conforme os investigadores, manteve seu nome no radar das autoridades. Ainda em 2014, ela passou a exercer a advocacia.

A investigação também apura supostos repasses financeiros à influenciadora. Sustenta-se que Deolane Bezerra teria recebido valores de um operador financeiro vinculado ao esquema investigado, com recursos que seriam provenientes de desvios de uma transportadora. Essa é uma das hipóteses consideradas pelo Ministério Público para fundamentar a denúncia apresentada no processo. O crescimento patrimonial de Deolane Bezerra após ganhar projeção nacional em razão de seu relacionamento com MC Kevin também chamou a atenção dos investigadores.

Diante do aumento expressivo de sua exposição pública e da expectativa de novos negócios, as autoridades intensificaram o acompanhamento de sua movimentação financeira. Em um intervalo de aproximadamente quatro meses, cerca de R$ 140 milhões teriam passado por contas vinculadas à influenciadora, enquanto os rendimentos declarados no mesmo período giravam em torno de R$ 600 mil. Essa discrepância financeira é uma das linhas de investigação em análise. Além disso, a marca de cosméticos Deo Beauty, de propriedade de Deolane Bezerra e Giliard Vidal dos Santos, também foi mencionada nos documentos do processo.

Em 2023, um crédito de aproximadamente R$ 475 mil, proveniente de um aplicativo de e-commerce e destinado à Deo Beauty, foi identificado. Na ocasião, a Polícia Civil não tinha conhecimento da existência da marca e notou a ausência de documentação fiscal correspondente para justificar a entrada do valor nas contas da empresa, o que integrou as diligências financeiras do inquérito. A Deo Beauty expandiu sua atuação comercial nos últimos meses, inclusive com a abertura de quiosques em shopping centers. A defesa de Deolane Bezerra tem o espaço aberto para se manifestar sobre os fatos narrados.

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